Da Redação
A primeira-dama de Anápolis, Carla Corrêa (PL), voltou a ganhar espaço nas articulações políticas para as eleições de 2026. Nos bastidores, lideranças do Partido Liberal discutem dois possíveis caminhos para a odontóloga e empresária: disputar diretamente uma das duas vagas ao Senado por Goiás ou integrar a chapa do deputado federal Gustavo Gayer (PL) como primeira suplente.
A movimentação ocorre após Carla deixar o comando da Secretaria Municipal de Assistência Social de Anápolis, decisão interpretada como parte da estratégia para viabilizar sua participação no processo eleitoral. Inicialmente, ela era apontada como possível candidata à Câmara dos Deputados, mas o cenário evoluiu nas últimas semanas e passou a incluir uma eventual candidatura ao Senado.
Segundo interlocutores do PL, a definição dependerá da composição da chapa majoritária da legenda em Goiás. Caso Gustavo Gayer confirme sua candidatura ao Senado, Carla Corrêa poderá ocupar a primeira suplência, posição considerada estratégica por permitir participação direta na campanha e eventual substituição do titular durante o mandato. Outra possibilidade em discussão é lançá-la como candidata ao Senado, ampliando a presença feminina na disputa.
Carla Corrêa é casada com o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), e tem sido apontada por aliados como um nome capaz de fortalecer a legenda no terceiro maior colégio eleitoral de Goiás. Além da influência política do município, integrantes do partido avaliam que ela reúne características consideradas importantes para o eleitorado conservador, como forte ligação com o segmento evangélico e boa inserção nas redes sociais.
Nos bastidores, dirigentes do PL também avaliam que a entrada de Carla na corrida pelo Senado pode alterar o cenário interno da legenda. O partido busca montar uma chapa competitiva para as duas vagas que estarão em disputa em 2026 e considera que uma candidatura feminina pode ampliar o alcance eleitoral da sigla.
Embora as conversas avancem, nenhuma decisão foi oficializada. Lideranças do partido afirmam que a definição dependerá das pesquisas eleitorais e das negociações envolvendo outras pré-candidaturas, especialmente a de Gustavo Gayer.
O nome de Carla Corrêa passou a ser citado com mais frequência após sua saída da administração municipal. A desincompatibilização alimentou especulações sobre sua estreia nas urnas e reforçou a percepção de que o grupo político liderado por Márcio Corrêa pretende ampliar sua atuação para além de Anápolis nas eleições do próximo ano.






