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O influenciador digital Bruno Donato Maffei, que reúne mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, foi preso preventivamente no Rio de Janeiro, sob suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas à venda de bolsas e outros artigos de luxo pela internet. A prisão ocorreu na noite de terça-feira (22), no Centro da capital fluminense, em uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro em apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás.
Contra Maffei havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. Ele é investigado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.
Segundo as investigações, o influenciador utilizava a visibilidade conquistada nas redes sociais para anunciar produtos de alto valor. Após os pagamentos, porém, algumas vítimas não recebiam as mercadorias. Em outros casos, os itens entregues seriam falsificados.
Investigação começou após denúncia em Goiânia
As apurações que resultaram na prisão tiveram origem em Goiânia. Uma das vítimas procurou as autoridades depois de pagar por duas bolsas de luxo anunciadas pelo investigado e não receber os produtos.
A partir da denúncia, os investigadores passaram a levantar informações sobre a forma de atuação de Maffei e identificaram outros registros relacionados a suspeitas semelhantes.
De acordo com a Polícia Civil, o influenciador teria utilizado dados de terceiros e perfis falsos para realizar negociações. A investigação também aponta que novos perfis eram criados nas redes sociais para manter a oferta dos produtos e dificultar a identificação do responsável pelas transações.
Suspeito era conhecido nas redes sociais
Maffei ganhou notoriedade na internet ao compartilhar conteúdos relacionados a viagens, festas e artigos de luxo. Um de seus perfis ultrapassa a marca de 400 mil seguidores.
Ele também participou do reality show “Alto Leblon”, exibido pelo canal E!, e mantinha contato com personalidades do meio artístico e da internet. A exposição nas redes teria sido utilizada, segundo a investigação, para transmitir credibilidade aos potenciais compradores.
A polícia investiga se a quantidade de vítimas é maior do que a identificada inicialmente. Há registros de suspeitas semelhantes envolvendo o influenciador em outros estados brasileiros.
Caso já era investigado anteriormente
As suspeitas contra Maffei não são recentes. Segundo informações reunidas pelas autoridades, investigações relacionadas a possíveis golpes com bolsas e artigos de luxo começaram em 2017.
Em 2022, ele foi alvo de uma operação de busca e apreensão realizada por forças policiais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na ocasião, foram apreendidos celulares, chips, documentos e bolsas.
Segundo informações divulgadas durante aquela investigação, o número de possíveis vítimas poderia ultrapassar mil pessoas.
Prisão ocorreu após duas semanas de monitoramento
A localização do influenciador no Rio de Janeiro foi resultado de aproximadamente duas semanas de trabalho de inteligência realizado pelos policiais.
Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital acompanharam os deslocamentos de Maffei até identificá-lo caminhando pelas ruas do Centro do Rio.
No momento da abordagem, segundo a Polícia Civil, ele não ofereceu resistência e foi conduzido pelos agentes para os procedimentos legais.
Polícia busca identificar novas vítimas
Com a prisão preventiva, as autoridades devem aprofundar a análise das transações realizadas pelo investigado e verificar a existência de outras pessoas lesadas.
Os investigadores também devem cruzar informações de diferentes estados para identificar eventuais conexões entre os casos e verificar se havia uma estrutura organizada para a realização das negociações fraudulentas.
A Polícia Civil orienta possíveis vítimas que tenham realizado compras por meio dos perfis associados ao influenciador a procurar as autoridades e apresentar comprovantes de pagamento, conversas, anúncios e demais documentos que possam auxiliar nas investigações.
Até a publicação desta matéria, a defesa de Bruno Donato Maffei não havia sido localizada para se manifestar sobre as acusações. A investigação continua em andamento e as suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça.







