Universidade informou que apura internamente o caso e poderá adotar medidas disciplinares caso as investigações confirmem a participação do aluno

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) informou que poderá adotar medidas disciplinares contra um estudante do curso de Medicina suspeito de estuprar uma estudante da Universidade Federal de Goiás (UFG) durante uma festa universitária realizada em Goiânia.

O caso aconteceu na madrugada do dia 6 de setembro, durante o evento ViraDevasta, realizado no espaço Palazzo Petrovic, na região Norte da capital. A festa era organizada pelas atléticas Vira-Lata, ligada ao curso de Medicina Veterinária, e Devasta, de Engenharia Ambiental e Sanitária.

De acordo com as informações apuradas, integrantes da organização foram chamados por volta das 3h após uma estudante ser encontrada desacordada dentro de um banheiro. No local, ela teria sido encontrada sem algumas peças de roupa, enquanto o estudante de Medicina estaria sobre ela.

A Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão do suspeito em flagrante. Segundo a investigação relatada, o estudante teria afirmado que acreditava que a jovem estivesse consciente durante o ato.

O suspeito é aluno de Medicina da Unidade Universitária de Itumbiara, da UEG. Apesar da prisão em flagrante, ele foi posteriormente liberado.

Festa foi encerrada antes do horário previsto

O evento tinha previsão de terminar às 4h, mas foi interrompido por volta das 3h15, após a ocorrência.

Em comunicado, as atléticas responsáveis pela festa afirmaram que a decisão de encerrar a programação ocorreu porque não consideravam adequado manter o evento normalmente diante da situação registrada.

As organizações também destacaram que a segurança dos participantes era uma das prioridades da realização da festa.

UEG apura o caso

Em nota, a Universidade Estadual de Goiás afirmou que iniciou uma apuração interna sobre o episódio. A instituição informou que, caso sejam confirmadas condutas que possam gerar responsabilização no âmbito universitário, serão aplicadas as medidas previstas no regime disciplinar dos estudantes e nas demais normas da instituição.

A universidade ressaltou, porém, que o episódio teria ocorrido durante uma festa estudantil sem vínculo com atividades acadêmicas ou institucionais da UEG. O local do evento também não pertence à universidade.

Ainda segundo a instituição, a apuração interna não impede a atuação das autoridades responsáveis pela investigação criminal.

Universidade afirma repudiar violência contra a mulher

Na manifestação, a UEG declarou que não compactua com qualquer forma de violência contra a mulher ou violação de direitos.

A instituição também afirmou que o respeito, a dignidade e a integridade da comunidade acadêmica fazem parte de seus princípios institucionais. Segundo a universidade, ações voltadas à construção de um ambiente seguro e de convivência respeitosa são realizadas de forma permanente.

As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pelas autoridades competentes. A suspeita contra o estudante ainda depende da apuração dos fatos e das conclusões do processo investigativo.