SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Anitta lançou, na última quinta-feira (23), seu álbum mais recente, “Equilibrivm II”, no qual a artista explora a religião candomblé, a cultura afro-indígena brasileira e a brasilidade.
“Equilibrivm II” é a segunda parte do álbum “Equilibrivm”, lançado em abril, e ambos marcam uma mudança na carreira da estrela pop. Ela voltou a cantar músicas em português, se distanciando da carreira internacional, mesmo que tenha influências dos vídeos de Beyoncé e Madonna.
Veja abaixo comentários sobre as principais músicas deste trabalho.
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COMENTÁRIOS SOBRE AS MÚSICAS DE ‘EQUILIBRIVM II’
“Você Já Sabe” (com o trio Los Brasileiros)
Faixa-abre que orienta a escuta, num sincretismo entre funk e samba e com um simples e esperto jogo de harmonia, que mostra a dualidade a partir da voz da cantora.
“Sal Grosso” (com Kbrum)
Ao lado de Kbrum, ponta de lança da cena Brasil-Jamaica dos subúrbios cariocas, a artista faz um dancehall pronto para o baile. O kick tem potência de sobra para sound system.
“Não Me Cutuca” (com Alceu Valença)
Com letra pouco óbvia, brilha o forró com Alceu Valença, com alguma psicodelia e a produção de pegada lo-fi de Marcio Arantes
“Eu Não Sou Santa” (com Mestrinho)
Um forró com batida de trap e letra pouco memorável
“Feitiço” (com Mart’nália)
Um cântico que une samba de caboclo a harmonias de sintetizadores virtuais, atabaques digitalizados a um imprevisível e ultra-processado “donk bass”
“Ponta do Pé”
Canção frágil do disco, tem uma intenção de samba de salão, mas o conjunto e a menção a “litrão” soam como trilha de anúncio publicitário
“Abre Caminho” (com Alexandre Carlo)
Este reggae é uma revisitação justa à versão brasileira, praiana e carpe-diem do gênero e seu maior sucesso, “Beija Flor”, do Natiruts
“Tudo Isso”
O reggae menos interessante do disco, falta grave
“Sem Pressa” (com MC Tha)
Um ijexá em que a voz branda de Anitta se irmana ao timbre acolhedor de MC Tha
“Deus Mãe” (com King Saints)
Um afrobeats singelo que casa bem com o restante da proposta do disco
“Ogum Me Rodeia” (com Maria Bethânia e Letícia Fialho)
A artista baiana declama um poema nesta música que é um afoxé místico
“Contemplação” (com Grupo Ofá)
A música mais zen do disco, soa como uma sessão de acupuntura
“Pra Você Gostar de Mim”
Uma marchinha que não cativa para além da letra
“Divino Sexual”
Anitta explora uma área pouco comum da sua voz com uma tonalidade mais densa, uma proposta inovadora para ela
“Azul”
Versão em espanhol que dilui as resoluções de acordes inusitados de Djavan a uma faixa com pinta de música de lounge
“Respira”
Um samba bom com levada pop sem soar insosso
“Oke” (com Bro Mc’s e Katú Mirim)
Remete ao clássico “Endereço dos Bailes”, que lembrou as festas de funk do Rio, numa faixa com o grupo indígena Brô MCs, com um apanhado de povos originários brasileiros



