Da Redação
Um grupo de evangélicos filiados ou alinhados ao Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta pública defendendo a continuidade do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticando o uso da fé como instrumento de disputa eleitoral. O documento foi aprovado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado em Brasília.
Na manifestação, os participantes afirmam que a religião não deve ser utilizada para promover divisões políticas nem para influenciar fiéis por meio de pressões eleitorais. O texto também condena a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da crença religiosa para interesses políticos ou econômicos.
Os signatários destacam que os evangélicos brasileiros não formam um grupo homogêneo e defendem o direito de cada cidadão exercer sua fé e sua participação política de forma livre. Segundo a carta, o segmento representado no encontro busca associar valores cristãos à defesa da democracia, da justiça social e do bem comum.
O documento também faz elogios a programas sociais implementados ou ampliados pelos governos petistas, citando iniciativas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular, Pé-de-Meia e outras políticas voltadas à redução da desigualdade e ao fortalecimento da proteção social. Além disso, os participantes manifestam apoio à ampliação dessas ações nos próximos anos.
Outro ponto abordado é a defesa da soberania nacional, da liberdade religiosa e da preservação do Estado democrático de direito. Os autores argumentam que desenvolvimento econômico, proteção ambiental e inclusão social devem caminhar juntos na construção do futuro do país.
A iniciativa faz parte da estratégia do PT para ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, grupo que historicamente apresenta maior identificação com candidatos conservadores. A legenda tem buscado fortalecer a interlocução com lideranças religiosas e influenciadores evangélicos em preparação para as eleições presidenciais de 2026.
Ao final, a carta reafirma o apoio ao governo Lula e pede a continuidade das políticas defendidas pelo grupo, sustentando que a fé cristã deve servir como instrumento de promoção da solidariedade, da verdade e da justiça social, e não como ferramenta de disputa partidária.





