Goiânia apresentou a maior alta mensal nos preços dos aluguéis residenciais entre as cidades pesquisadas pelo Índice FipeZAP em setembro. O aumento foi de 1,15%, colocando a capital goiana na primeira posição do levantamento. No cenário nacional, os valores de locação acumularam elevação de 7,11% entre janeiro e setembro de 2026, quase o dobro da inflação oficial registrada no mesmo período.
Os dados fazem parte do Índice FipeZAP de Locação Residencial, que acompanha os preços anunciados de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais. O indicador considera os valores pedidos em novos contratos de aluguel, sem contabilizar os reajustes aplicados aos contratos que já estão em vigor.
Aluguéis continuam subindo no país
Em setembro, o índice nacional registrou alta de 0,52%, abaixo dos 0,55% observados em agosto. Apesar da desaceleração, a tendência de aumento permanece disseminada pelo país. Das 36 cidades monitoradas, 31 tiveram elevação nos preços durante o mês.
No acumulado de 12 meses até setembro, os aluguéis residenciais registraram alta de 9,13%. O resultado ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que alcançou 4,58% no mesmo período. Também superou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que apresentou variação de 3,34%.
Entre janeiro e setembro, o avanço de 7,11% dos aluguéis também superou o IPCA acumulado, de 3,95%.
Ranking das cidades com maior alta mensal
Além de Goiânia, outras cidades registraram aumentos expressivos nos preços de locação em setembro. Maceió ficou na segunda posição, com elevação de 1,06%, seguida por Florianópolis, que teve alta de 1,02%.
Na outra ponta, Brasília apresentou a maior redução mensal, de 0,53%. Cuiabá registrou queda de 0,19%, enquanto Aracaju teve recuo de 0,16%.
O levantamento demonstra que, embora o ritmo de valorização tenha diminuído no indicador nacional, o comportamento dos preços varia de acordo com o mercado imobiliário de cada cidade.
São Paulo tem o aluguel mais caro entre as capitais
Apesar de Goiânia liderar a alta mensal, a capital paulista manteve o maior preço médio anunciado por metro quadrado entre as capitais pesquisadas. Em setembro, o valor chegou a R$ 65,78 por metro quadrado.
Recife apareceu na segunda posição, com R$ 64,39 por metro quadrado. Na sequência ficaram Belém, com R$ 62,25; Rio de Janeiro, com R$ 61,86; e Florianópolis, com R$ 61,81.
No ranking de valorização acumulada em 12 meses, Fortaleza liderou entre as cidades pesquisadas, com alta de 16,59%. Natal registrou aumento de 16,51%, seguida por Aracaju, com 15,52%; Rio de Janeiro, com 14,80%; Vitória, com 14,22%; e Teresina, com 13,68%.
Os resultados mostram que a cidade com o maior aumento em um único mês não necessariamente é aquela que apresenta a maior valorização no acumulado anual.
Aluguel sobe mais que os imóveis à venda
Outro dado destacado pelo levantamento é a diferença entre a valorização dos aluguéis e a dos imóveis residenciais disponíveis para compra.
Nos 12 meses encerrados em setembro, os preços anunciados de locação aumentaram 9,13%, enquanto os valores de venda dos imóveis residenciais tiveram alta de 5,51%.
Uma das explicações para essa diferença está no comportamento dos dois mercados. Os preços de aluguel tendem a responder mais rapidamente às mudanças na oferta e na procura por imóveis, enquanto as negociações de compra e venda costumam envolver processos mais demorados.
As condições de financiamento imobiliário também podem influenciar esse cenário. Quando o crédito fica mais caro ou restrito, parte das famílias pode adiar a compra da casa própria e continuar no mercado de locação, contribuindo para a manutenção da demanda por imóveis alugados.
Em Goiânia, a liderança na alta mensal reforça a importância de acompanhar a evolução dos preços no mercado imobiliário local. Para quem procura moradia, os dados indicam que a escolha do bairro, o tamanho do imóvel e as condições de negociação continuam sendo fatores relevantes na busca por opções compatíveis com o orçamento.








