Da Redação
Pesquisa mostra Marconi Perillo com 20% e Wilder Morais com 12% das intenções de voto; 42% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar de candidato até outubro
O governador Daniel Vilela (MDB) aparece na liderança da corrida pelo Governo de Goiás, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27). No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o emedebista registra 37% das intenções de voto.
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ocupa a segunda colocação, com 20%, enquanto o senador Wilder Morais (PL) aparece em terceiro, com 12%.
Na sequência está Luis Cesar Bueno (PT), com 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não pontuaram. Os eleitores que afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer representam 7%, enquanto 20% ainda não sabem em quem votar.
O levantamento foi realizado pela Quaest entre os dias 23 e 26 de agosto, com 804 eleitores de 16 anos ou mais em Goiás. A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e possui margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026.
Quatro em cada dez eleitores ainda podem mudar de candidato
Apesar da vantagem registrada por Daniel Vilela, a pesquisa indica que uma parcela considerável do eleitorado goiano ainda não considera sua escolha definitiva.
De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam que a decisão sobre o candidato ao governo já está definida. Outros 42%, entretanto, admitem que podem mudar de voto até as eleições, previstas para 4 de outubro.
A indefinição fica ainda mais evidente quando os entrevistados precisam responder espontaneamente, sem receber uma lista com os nomes dos candidatos.
Nesse cenário, Daniel Vilela é lembrado por 17% dos eleitores. Marconi Perillo aparece com 4% e Wilder Morais com 3%. Outros candidatos, juntos, são mencionados por 1%.
Mais 1% afirma que pretende votar em branco, anular ou não votar. A grande maioria, porém, ainda não apresenta espontaneamente uma preferência: 74% estão indecisos.
Marconi Perillo registra maior rejeição
A Quaest também avaliou o nível de conhecimento dos candidatos, o potencial de voto e a rejeição entre os eleitores.
Marconi Perillo apresenta a maior resistência entre os nomes pesquisados. Ao todo, 49% dos entrevistados afirmam conhecer o ex-governador, mas dizem que não votariam nele.
Daniel Vilela aparece com índice de rejeição de 23%. Wilder Morais registra 22%, seguido por Luis Cesar Bueno, com 19%. Luciana Amorim tem 10%, enquanto Danilo Pinheiro registra 9%.
Por outro lado, Daniel também lidera quando os eleitores são questionados se conhecem determinado candidato e votariam nele. Nesse indicador, o governador alcança 52%. Marconi Perillo registra 38% e Wilder Morais, 22%.
A pesquisa também aponta diferenças importantes no grau de conhecimento dos concorrentes. Entre os entrevistados, 25% afirmam não conhecer Daniel Vilela, enquanto 13% dizem não conhecer Marconi Perillo.
Wilder Morais apresenta índice mais elevado de desconhecimento: 56% dos entrevistados afirmam não conhecer o senador.
A proporção aumenta entre os candidatos com menor intenção de voto. Luis Cesar Bueno é desconhecido por 75% dos eleitores consultados. Luciana Amorim chega a 88%, enquanto Danilo Pinheiro registra 89%.
Saúde é apontada como principal problema de Goiás
Além do cenário eleitoral, a Quaest perguntou aos entrevistados quais são atualmente os principais problemas enfrentados pelo Estado.
A saúde lidera com ampla vantagem e foi mencionada por 37% dos participantes da pesquisa. Em seguida aparece a violência, apontada por 15% dos entrevistados.
A economia ocupa a terceira posição, com 9%. Educação e infraestrutura aparecem empatadas, com 6% cada.
Corrupção e pobreza ou desigualdade foram mencionadas por 4% dos entrevistados, respectivamente. O desemprego aparece com 3%, enquanto as enchentes são citadas por 1%.
Outros problemas representam 5%. Para 3% dos participantes, Goiás não enfrenta atualmente nenhum problema, enquanto 7% não souberam ou preferiram não responder.
Apoio de Flávio Bolsonaro tem impacto maior que o de Lula entre eleitores
O levantamento também analisou de que maneira o apoio de lideranças políticas nacionais pode influenciar a escolha dos goianos na eleição estadual.
Para 35% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta as chances de votar em determinado candidato. Outros 39% dizem que esse apoio não interfere na decisão, enquanto 23% afirmam que diminuiria a possibilidade de votar no nome apoiado por ele.
Em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 17% afirmam que o apoio do petista aumentaria as chances de votar em determinado candidato.
Para 43%, uma eventual declaração de apoio de Lula não faria diferença. Outros 37% afirmam que a participação do presidente diminuiria as chances de escolher o candidato apoiado por ele.
Quando questionados sobre qual perfil político preferem para comandar Goiás, 37% dos entrevistados dizem desejar um governador aliado de Flávio Bolsonaro. O mesmo percentual, 37%, prefere um governador independente das principais lideranças nacionais.
Já 20% dos eleitores afirmam preferir um governador aliado de Lula. Outros 6% não souberam ou não responderam.




