Da Redação
Candidatos ao Governo de Goiás apresentaram à Justiça Eleitoral declarações patrimoniais superiores às registradas em 2022
As declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral pelos dois primeiros candidatos que registraram oficialmente suas candidaturas ao Governo de Goiás em 2026 mostram aumento patrimonial em relação às eleições de 2022. O crescimento foi maior no patrimônio do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que declarou R$ 11,8 milhões em bens, contra R$ 7,3 milhões informados quatro anos antes.
O governador em exercício e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), também apresentou crescimento. O patrimônio declarado passou de R$ 4,6 milhões, em 2022, para R$ 5,6 milhões neste ano. A diferença é de aproximadamente R$ 931 mil.
A declaração patrimonial é uma das exigências para o registro de candidatura e deve apresentar os bens, direitos e valores que pertencem ao candidato. Entre os itens informados podem estar imóveis, veículos, participações em empresas, investimentos, aplicações financeiras, empréstimos e outros ativos.
Daniel Vilela
Em 2022, quando disputou a eleição como candidato a vice-governador na chapa vencedora, Daniel Vilela declarou patrimônio de R$ 4,6 milhões.
Naquele ano, entre os bens de maior valor estavam um terreno avaliado em R$ 1,2 milhão e um rebanho de 566 bovinos, estimado em R$ 1,6 milhão.
Na declaração apresentada em 2026, o patrimônio do emedebista chegou a R$ 5,6 milhões. A composição dos bens também apresenta mudanças em relação à lista anterior.
O principal item informado desta vez é um crédito decorrente de empréstimo, no valor de R$ 2,4 milhões. O rebanho declarado também diminuiu: são 301 bovinos, avaliados em aproximadamente R$ 903 mil.
Com a nova declaração, Daniel registra uma alta patrimonial de cerca de R$ 931 mil em quatro anos.
Marconi Perillo
Marconi Perillo apresentou uma variação mais expressiva no período. Em 2022, quando concorreu a uma vaga no Senado Federal, o ex-governador declarou possuir R$ 7,3 milhões em bens.
Na ocasião, entre os principais itens estavam um apartamento no Guarujá, no litoral de São Paulo, avaliado em R$ 2,1 milhões, e outro apartamento no Centro da capital paulista, declarado por R$ 1,5 milhão.
Também constavam R$ 800 mil em investimentos na empresa SPC Boa Esperança e R$ 900 mil destinados à construção de uma fazenda em Pirenópolis, em Goiás.
Quatro anos depois, na disputa pelo retorno ao Palácio das Esmeraldas, Marconi declarou patrimônio de R$ 11,8 milhões. O aumento em relação à declaração anterior é de aproximadamente R$ 4,5 milhões.
Entre os bens registrados pelo tucano em 2026 estão um apartamento residencial avaliado em R$ 3,1 milhões e uma casa residencial no valor de R$ 2,5 milhões. A declaração disponibilizada à Justiça Eleitoral não informa a localização dos dois imóveis.
Marconi também declarou R$ 875 mil em quotas de capital da empresa Itumbiara Empreendimentos Imobiliários e R$ 900 mil referentes a investimentos na construção da Fazenda Mateus Machado. A relação patrimonial inclui ainda valores relacionados a empréstimos.
Outros candidatos ainda não registraram candidatura
Até o fim da manhã desta segunda-feira (10), apenas Daniel Vilela e Marconi Perillo haviam registrado oficialmente suas candidaturas ao Governo de Goiás, segundo os dados disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral.
Os candidatos Luis Cesar Bueno (PT) e Wilder Morais (PL) ainda não haviam concluído o registro. Por isso, as respectivas declarações de bens ainda não estavam disponíveis para consulta.
O prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A partir da formalização dos registros, os dados patrimoniais dos demais candidatos também poderão ser consultados no sistema eleitoral.
Diferença entre os patrimônios
Com os dados apresentados até agora, Marconi Perillo declarou patrimônio pouco mais de duas vezes maior que o de Daniel Vilela. Enquanto o tucano informou R$ 11,8 milhões em bens, o emedebista declarou R$ 5,6 milhões.
A comparação, no entanto, considera apenas os valores informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral em cada eleição. O aumento ou redução do patrimônio declarado não representa necessariamente valorização ou desvalorização dos bens, já que os candidatos podem incluir, excluir ou atualizar itens entre uma declaração e outra.








