O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) declarou nesta terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno das eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante encontro em Goiânia que reuniu lideranças políticas de Goiás e integrantes da campanha do candidato do PL.

Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar na disputa presidencial, com 2,18% dos votos válidos, o equivalente a aproximadamente 2,6 milhões de votos em todo o país. Em Goiás, porém, o desempenho foi significativamente maior: o ex-governador recebeu 12,33% dos votos no Estado.

Ao justificar a decisão, Caiado afirmou que o apoio a Flávio está relacionado à sua trajetória de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, a escolha representa uma continuidade de sua posição política construída ao longo de décadas.

“Estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição”, afirmou Caiado durante o anúncio.

O ex-governador também mencionou sua relação política com Jair Bolsonaro e afirmou que sua decisão está alinhada ao posicionamento defendido pelo ex-presidente.

Apoio ocorre após neutralidade do PSD

A declaração de Caiado ocorre após o PSD decidir não apoiar oficialmente nenhum dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno. A direção nacional da legenda, comandada por Gilberto Kassab, optou pela neutralidade e liberou filiados, parlamentares e diretórios estaduais para definirem individualmente suas posições.

Caiado, portanto, decidiu apoiar Flávio independentemente da orientação nacional do partido.

A posição também ocorre poucos dias depois de o ex-governador evitar antecipar qual candidato apoiaria. Após o primeiro turno, Caiado havia afirmado que avaliaria o cenário antes de tomar uma decisão.

Daniel Vilela também apoia Flávio

O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), participou do encontro em Goiânia e também declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Vilela, que foi vice-governador durante a gestão de Caiado, venceu a eleição para o governo de Goiás ainda no primeiro turno e agora passa a integrar o grupo de lideranças goianas que trabalham pela candidatura do PL à Presidência.

Durante as articulações, o governador afirmou que espera uma mudança no governo federal e defendeu uma administração capaz de atender às demandas do Estado.

A aproximação entre Caiado, Vilela e Flávio amplia o palanque do candidato do PL em Goiás, onde ele já havia obtido uma votação expressiva no primeiro turno.

Flávio venceu Lula em Goiás no primeiro turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado em Goiás, com cerca de 53,6% dos votos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou em segundo lugar no Estado, com aproximadamente 31,1%.

A campanha de Flávio busca agora ampliar essa vantagem no segundo turno por meio da adesão de lideranças políticas que disputaram a primeira etapa da eleição.

Além de Caiado, o candidato do PL recebeu o apoio de outros nomes da direita. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também declarou apoio a Flávio após o primeiro turno.

Evento reuniu lideranças políticas

O encontro realizado em Goiânia contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, além de prefeitos, parlamentares e outras lideranças políticas de Goiás.

O senador eleito Gustavo Gayer (PL) também participou da mobilização em torno da candidatura de Flávio no Estado.

A estratégia da campanha é reunir diferentes setores da centro-direita e da direita em torno da candidatura presidencial do PL, especialmente nos Estados onde Flávio apresentou desempenho elevado no primeiro turno.

No resultado nacional, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Com a definição dos apoios para o segundo turno, as campanhas agora concentram esforços na transferência de votos dos candidatos que ficaram fora da disputa e na mobilização dos eleitores nos Estados considerados estratégicos.