SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Cultura da França anunciou um plano com 33 medidas para reforçar a segurança de museus e outros espaços patrimoniais, após uma sequência de furtos de peças históricas e obras de arte. As informações são do Le Monde.
Entre as principais ações estão o mapeamento de mais de 3.100 locais considerados vulneráveis, a retirada temporária de objetos de maior risco de exposição e inspeções obrigatórias de segurança a cada cinco anos nos museus. O governo também ampliará a equipe de segurança, proteção e auditoria do ministério.
O plano mantém um fundo de EUR 30 milhões, criado na gestão anterior, para financiar obras de segurança. Segundo o governo, 482 intervenções prioritárias já estão previstas para 2026, além de programas de capacitação para conservadores e agentes de vigilância.
O texto, no entanto, deixou de fora propostas mais polêmicas debatidas no Parlamento, como facilitar o porte de armas por seguranças privados e permitir que policiais visitassem museus armados durante o tempo livre. Também não prevê novos recursos além dos já anunciados nem apresenta medidas específicas para fortalecer a cibersegurança dos museus.
Segundo o Le Monde, a nova estratégia também será complementada por uma lei aprovada em julho que autoriza, em determinadas circunstâncias, o uso de sistemas de videomonitoramento com inteligência artificial para proteger locais e eventos culturais considerados de maior risco.



