SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde o dia 1º deste mês, o sistema Cantareira, que representa metade de todo o volume de água consumido na região metropolitana de São Paulo, opera na faixa de alerta, quando o sistema está entre 40% e 30% de sua capacidade total.

Como a Sabesp, empresa de saneamento paulista, obteve autorização para captar mais água do sistema Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, que abastece parte do estado do Rio de Janeiro, havia a expectativa de que houvesse uma recuperação no nível do reservatório.

No entanto, a chuva no mês foi abaixo da média e o nível se manteve em queda, passando de 39,8% no dia 1º para 37,1% nesta segunda-feira (27), uma queda de 2,7 pontos percentuais.

A ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e a SP Águas, a agência estadual, vão analisar a situação no último dia do mês, mas a tendência é que a faixa de alerta se mantenha.

A classificação das faixas de operação foi criada em uma resolução das agências em 2017: 1- normal (igual ou superior a 60% da capacidade); 2 – atenção (entre 40% e 60%; 3 – alerta (entre 40% e 30%); 4 – restrição (entre 20% e 30%) e 5 – especial (inferior a 20%).

De acordo com o Portal dos Mananciais, mantido pela Sabesp, neste mês choveu apenas 11,7 mm nas cinco represas que compõem o sistema Cantareira (Atibainha, Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras), enquanto que a média histórica do mês de julho é 42,4 mm.

Neste ano, as autoridades trabalham com a possibilidade de atraso no início da estação chuvosa, que normalmente tem início em outubro, devido à chegada do El Niño. E o calor que atinge a região neste mês já é o indício de que o fenômeno deve chegar com força nos próximos meses.

Em junho, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou neste mês que o Cantareira será uma espécie de novo gatilho para que a gestão adote medidas mais rigorosas para economizar água.

Caso o nível do Cantareira fique proporcionalmente abaixo dos demais, a redução de pressão do bombeamento noturno poderá durar mais horas. A partir de 22 de setembro do ano passado, a redução de pressão é aplicada por dez horas durante a noite.