SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após analisar a repercussão da primeira rodada do Brasileirão com a presença do impedimento semiautomático, a CBF já decidiu fazer um ajuste: passar a exibir também o momento do passe na marcação das jogadas.
Por questões técnicas, ainda não dá para cravar quando será possível incrementar a visualização nas transmissões. Mas o comando da CBF e do setor de arbitragem já reconheceram nos bastidores, segundo a reportagem apurou, que essa mudança pode ser positiva e vão trabalhar nesse sentido.
O debate sobre o tema nasce dos gols anulados no fim de semana: o do Flamengo diante do São Paulo e do Bahia sobre o Corinthians. Ambos, com uma diferença muito ajustada (parte do pé na frente).
Na hora de destacar a imagem que vai para a transmissão, o padrão adotado pela Genius Sports, inclusive na Premier League da Inglaterra, foca na linha em si, no corte em que aparecem atacante e defensor.
É um jeito de tornar mais rápida a exibição na transmissão -a disponibilização acontece em menos de um minuto.
Na operação da cabine, os árbitros do VAR têm acesso e podem checar a parte do ponto de contato na bola e todos os detalhes das jogadas.
O sistema sugere o momento do passe e eles devem checar antes de confirmar a decisão. É justamente pela supervisão humana que o impedimento é “semiautomático”.
Mas na configuração “original” do sistema, a imagem que vai para a transmissão não inclui essa parte do passe. Apenas as linhas com base no modelo 3D que replica o que é captado pelas câmeras espalhadas no estádio e é gerado pelo software.
Além da Premier League, esse formato é adotado também na Liga Mexicana e na Bélgica, para onde a Genius presta serviço.
Incluir o momento do passe na amostragem que vai para a transmissão demanda um ajuste técnico -de programação mesmo, do software- e pode ter uma contrapartida de tempo.
Na primeira rodada, o departamento de arbitragem contabilizou que as decisões sobre impedimento nesses lances capitais ficaram entre 32 segundos e 1’04. Neste caso mais extenso, foi porque houve uma demora para que o sinal passasse no telão.
A CBF já projetava evolução no aspecto tempo na comparação com o traçar das linhas de forma manual, como era anteriormente. E em geral, avaliou como positiva a rodada de estreia do semiautomático.
Mas a entidade crê que trazer mais detalhes para evitar discussões sobre a efetividade da ferramenta. E há um tom de frustração porque a polêmica sobre o impedimento persistiu mesmo na rodada de estreia do novo aparato tecnológico.




