SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Amazon pede autorização para lançar em 2028 uma rede global de satélites que conectará celulares diretamente ao serviço. O pedido foi apresentado à FCC (Comissão Federal de Comunicações) dos Estados Unidos (FCC), órgão equivalente à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do Brasil.
Projeto prevê uma constelação de 5.105 satélites em órbita baixa da Terra, chamada Leo. A rede deve oferecer voz, mensagens, dados e serviços de emergência diretamente aos aparelhos, caso receba aprovação.
Amazon planeja vender o serviço em parceria com operadoras de telefonia móvel. O modelo é semelhante ao acordo entre a Starlink e a T-Mobile para conexão direta entre satélites e celulares.
A principal vantagem de conectar um celular a uma rede de satélite é a disponibilidade. Assim, mesmo fora da cobertura de operadoras convencionais, será possível se comunicar com outras pessoas.
Atualmente, a Starlink, de Elon Musk, tem conexão de satélites com telefones. Por enquanto, o recurso está disponível em parceria com operadoras, em localidades como Estados Unidos, Canadá, Japão e Nova Zelândia. No Brasil, ainda não é possível ter este tipo de serviço, pois não está regulamentado pela Anatel.
REDE USARÁ ESTRUTURA DA GLOBALSTAR
Amazon anunciou a compra da rede de satélites Globalstar e assumiu o contrato de serviços para aparelhos da Apple. A nova constelação usará o espectro de radiofrequências da Globalstar, e a empresa diz que pretende colaborar com a Apple em futuros serviços via satélite.
Satélites processarão os sinais em órbita antes de retransmiti-los para melhorar o desempenho, afirma a Amazon. A companhia também prevê uso da rede em respostas a desastres e mensagens de emergência.
A constelação será quase duas vezes maior que o plano inicial da Amazon Leo, de cerca de 3.200 satélites. Até 2 de julho, mais de 375 satélites desse primeiro projeto já haviam sido lançados, informou a empresa.




