Da Redação
Goiás apresentou uma redução de aproximadamente 40% nos casos de hepatites virais registrados em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Apesar da diminuição nas notificações, médicos alertam que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce, já que a doença pode evoluir de forma silenciosa durante anos sem provocar sintomas.
A infectologista ouvida pela reportagem destaca que muitas pessoas descobrem a infecção apenas quando o fígado já apresenta comprometimento significativo, o que reduz as possibilidades de tratamento e aumenta o risco de complicações, como cirrose e câncer hepático. Por isso, a recomendação é que pessoas pertencentes aos grupos de maior risco realizem exames periódicos, mesmo na ausência de sintomas.
As hepatites virais são inflamações no fígado causadas principalmente pelos vírus dos tipos A, B e C. Enquanto as hepatites A e B podem ser prevenidas por vacinação, a hepatite C ainda não possui vacina, tornando a testagem uma das principais estratégias para identificação e início precoce do tratamento.
Segundo especialistas, fatores como o fortalecimento das campanhas de conscientização, a ampliação da vacinação e o acesso aos testes rápidos contribuíram para a redução dos casos no estado. Ainda assim, o número de pessoas que convivem com a doença sem saber preocupa as autoridades de saúde, especialmente porque as formas crônicas da infecção podem permanecer assintomáticas por muitos anos.
Durante o mês de julho, quando é realizada a campanha Julho Amarelo, os órgãos de saúde intensificam ações voltadas à prevenção, à vacinação e ao incentivo à realização de testes. A iniciativa busca ampliar o diagnóstico precoce e conscientizar a população sobre as formas de transmissão e prevenção das hepatites virais.
Os especialistas reforçam que o tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito e que, nos casos de hepatite C, os medicamentos disponíveis apresentam elevados índices de cura quando a doença é identificada precocemente. A orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar a testagem, principalmente em caso de exposição a fatores de risco ou histórico de contato com o vírus.








