Da Redação

Milhões de brasileiros continuam recuperando valores esquecidos em instituições financeiras por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central. Somente em janeiro deste ano, foram resgatados cerca de R$ 403 milhões, reforçando o interesse dos cidadãos em recuperar recursos que permaneciam parados em bancos, consórcios e outras entidades financeiras.

Apesar do montante já devolvido, uma quantia expressiva segue sem ser reclamada. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, ainda existem aproximadamente R$ 10,5 bilhões disponíveis para saque. Os valores pertencem tanto a pessoas físicas quanto a empresas que ainda não consultaram ou solicitaram a devolução dos recursos.

Desde a criação do sistema, o Banco Central já devolveu mais de R$ 13 bilhões aos beneficiários. Mesmo assim, cerca de 54 milhões de pessoas e empresas continuam com dinheiro esquecido em instituições financeiras espalhadas pelo país.

Os números mostram que a maior parte dos beneficiários possui quantias relativamente pequenas a receber. A maioria dos valores disponíveis não ultrapassa R$ 10 por pessoa, enquanto apenas uma pequena parcela dos cadastrados tem direito a quantias superiores a R$ 1 mil.

O Sistema de Valores a Receber permite consultas gratuitas para verificar a existência de recursos esquecidos em contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas, consórcios e outras operações financeiras. A pesquisa pode ser feita utilizando CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura da empresa.

O Banco Central também mantém o alerta para golpes relacionados ao serviço. A instituição reforça que a consulta e o resgate dos valores são totalmente gratuitos e devem ser realizados exclusivamente pelos canais oficiais do órgão, sem pagamento de taxas ou intermediação de terceiros.

Além das consultas manuais, o sistema passou a oferecer uma funcionalidade de resgate automático para pessoas físicas com chave Pix vinculada ao CPF, facilitando o recebimento de novos valores que eventualmente sejam identificados no futuro.