SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Magazine Luiza e a Amazon anunciaram uma parceria para que os produtos da varejista brasileira sejam vendidos no site da empresa americana a partir desta segunda-feira (8).

O acordo envolve mais de 12 mil produtos, incluindo itens de terceiros comercializados pela Magalu e produtos de suas marcas, como KaBuM!, Netshoes e Época Cosméticos. A logística das entregas ficará sob responsabilidade da Magalu, por meio da operadora logística Magalog.

Segundo a empresa brasileira, o objetivo é ampliar os canais de venda e a comercialização de bens duráveis. “A parceria com a Amazon contribui para aumentar nossa audiência digital, alcançar um número maior de clientes e alavancar nossas vendas de forma rentável e imediata”, afirma o CEO da empresa, Frederico Trajano, em nota.

Questionadas sobre a divisão financeira das vendas, as empresas afirmaram que não divulgarão detalhes.

Maurício Morgado, coordenador do Centro de Estudos em Varejo e Consumo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que o mercado de varejo online no Brasil é dominado por grandes empresas, como Amazon, Magalu, Mercado Livre e Shopee. Para ele, muitos consumidores se fidelizam a uma dessas grandes plataformas, e parcerias como a da Magalu com a Amazon têm o potencial de movimentar essa clientela.

“Como são duas empresas com grande audiência, tanto clientes fidelizados da Magalu poderão começar a comprar produtos da Amazon, quanto clientes da empresa norte-americana poderão adquirir produtos da empresa brasileira”, diz o especialista.

Morgado também afirma que há uma forte tendência de parcerias entre grandes empresas, especialmente em períodos específicos do ano. Neste ano, por exemplo, a Panini, editora de álbuns de figurinhas, e a Coca-Cola se uniram para a comercialização de cromos que só podem ser adquiridos com a compra de uma Coca-Cola, durante a Copa do Mundo.

Desde o ano passado, a Casas Bahia vende produtos no Mercado Livre.

O especialista afirma, no entanto, que a parceria entre Amazon e Magalu pode prejudicar os pequenos varejistas. “O varejo brasileiro já é dominado por essas grandes empresas. Como Amazon e Magalu conseguem operar com cada vez mais eficiência, a tendência é que essa concentração dificulte ainda mais a entrada de pequenas empresas no setor”, diz Morgado.