Da Redação
A Justiça da Itália voltou a analisar nesta sexta-feira (22) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada no Brasil e presa em Roma desde o ano passado. O julgamento acontece na Corte Suprema de Cassação, considerada a última instância do Judiciário italiano, e deve definir se ela será enviada de volta ao país para cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A audiência ocorre após a defesa de Zambelli recorrer da decisão anterior da Corte de Apelação de Roma, que já havia autorizado a extradição em dois processos distintos. Um deles está relacionado à condenação por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enquanto o outro envolve o episódio em que a ex-parlamentar sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo.
Durante a sessão, os advogados da ex-deputada tentaram adiar o julgamento e unificar os dois pedidos de extradição em um único processo. A solicitação, porém, foi rejeitada pelos magistrados italianos, que decidiram manter a análise separada dos casos. Representantes do governo brasileiro e da Procuradoria italiana defenderam que o processo seguisse normalmente devido ao tempo em que Zambelli permanece detida.
A defesa sustenta que houve irregularidades processuais no Brasil e argumenta que a ex-deputada seria alvo de perseguição política. Também foram levantadas preocupações sobre as condições do sistema prisional brasileiro e o estado de saúde da parlamentar. Esses argumentos, no entanto, já haviam sido rejeitados anteriormente pela Justiça italiana, que considerou válidas as garantias apresentadas pelo Brasil.
Segundo autoridades brasileiras, caso a extradição seja confirmada, Carla Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. A expectativa é de que a decisão da Corte italiana seja divulgada ainda nesta sexta-feira.








