Walison Veríssimo
O produtor rural Flávio Faedo afirmou que deve anunciar até a próxima segunda-feira se aceitará ou não entrar na corrida pelo Governo de Goiás nas eleições de 2026. O nome do empresário ligado ao agronegócio passou a ser considerado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como alternativa para fortalecer o palanque da legenda no estado.
A declaração ocorreu após reunião realizada em Brasília com integrantes da cúpula nacional petista, entre eles a deputada federal Adriana Accorsi, presidente estadual do PT, e Edinho Silva, dirigente nacional da sigla. Segundo Faedo, o encontro serviu para discutir as condições políticas e estruturais de uma eventual candidatura ao Palácio das Esmeraldas.
Nos bastidores, dirigentes do partido têm defendido que o empresário poderia ampliar o diálogo do PT com setores do agronegócio em Goiás, área historicamente resistente à legenda. Durante a conversa em Brasília, integrantes da executiva nacional teriam garantido apoio político e estrutura de campanha caso Faedo aceite disputar o cargo.
Apesar do avanço das negociações, o produtor rural ainda demonstra cautela. Pessoas próximas afirmam que ele avalia o impacto político e pessoal de entrar na disputa estadual, especialmente diante do cenário polarizado em Goiás e da força dos grupos liderados por Daniel Vilela e Marconi Perillo, nomes já colocados como protagonistas para 2026.
A indefinição prolonga a busca do PT por um nome competitivo ao governo goiano. Nos últimos meses, a legenda discutiu alternativas internas e pressionou lideranças para assumir a candidatura, incluindo a própria Adriana Accorsi, que resiste à ideia de deixar a Câmara Federal para disputar o Executivo estadual.
Internamente, o partido considera estratégica a construção de um palanque forte em Goiás para sustentar o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A possível entrada de Faedo é vista como tentativa de ampliar o alcance eleitoral da legenda além de sua base tradicional.








