A REDAÇÃO

O ator Juliano Cazarré anunciou a realização do evento “O Farol e A Forja Summit”, descrito por ele como um encontro voltado ao público masculino. A programação está prevista para ocorrer entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, e foi organizada em três eixos temáticos.

Segundo a proposta divulgada, o primeiro dia será dedicado a temas como vida profissional, liderança, empreendedorismo e legado. O segundo aborda questões relacionadas à família, paternidade, saúde masculina, alimentação e cultura. Já o terceiro dia concentra discussões sobre masculinidade, cristianismo, oração e espiritualidade.

Após o anúncio, o evento passou a ser alvo de manifestações de outros nomes do meio artístico. A atriz Elisa Lucinda criticou a iniciativa e questionou o que classificou como uma visão ultrapassada. Marjorie Estiano afirmou que o discurso associado ao encontro já é amplamente difundido e o relacionou a contextos de violência de gênero. Claudia Abreu mencionou o cenário de feminicídios no país ao comentar o tema. Também se posicionaram Betty Gofman e Paulo Betti, este último com críticas à forma de divulgação do evento.

Por outro lado, houve manifestações de apoio. A atriz Edwiges Parra defendeu a proposta e afirmou que parte das críticas decorre de interpretações equivocadas sobre o conteúdo do encontro.

O debate também se ampliou nas redes sociais, especialmente na plataforma X, onde usuários passaram a discutir a iniciativa. Parte das publicações associou o evento a correntes como a chamada cultura “redpill”, enquanto outros defenderam o direito do ator de promover o encontro e abordar os temas propostos.

Até o momento, Juliano Cazarré não comentou diretamente as críticas.