FOLHAPRESS

A cantora Anitta afirmou que não produz suas músicas com o objetivo de agradar o público conservador. A declaração foi feita nesta sexta-feira (17), durante atendimento à imprensa sobre o lançamento de seu novo álbum, Equilibrium, disponibilizado na quinta-feira (16).

Questionada sobre a possibilidade de a obra gerar desconforto em setores mais conservadores, a artista disse que não considera esse público como parte de sua base de ouvintes. Segundo ela, não há motivo para direcionar decisões criativas a pessoas que, em sua avaliação, não consomem seu trabalho e interagem apenas para criticá-lo.

O disco apresenta referências à espiritualidade de forma diversa, incluindo elementos de religiões de matriz africana e do hinduísmo. Ainda assim, a cantora destacou que o projeto não tem como foco central a religião, mas sim a expressão de um estado emocional e de autoconhecimento. A proposta, segundo ela, é transmitir uma sensação de equilíbrio e reflexão, sem se limitar a uma única crença.

Ao comentar sobre intolerância religiosa no Brasil, Anitta afirmou não saber se o álbum pode contribuir diretamente para mudanças nesse cenário. Ela indicou que parte do público que manifesta esse tipo de comportamento pode não estar aberta ao diálogo, embora considere que o trabalho possa fortalecer pessoas que já se identificam com essas manifestações culturais e religiosas.

Com 15 faixas, o álbum reúne influências variadas da música brasileira, incluindo referências a Vinicius de Moraes, Baden Powell, Os Tincoãs e Carmen Miranda, além de elementos do samba e inspirações em culturas indígenas. O projeto também conta com participações de artistas como Marina Sena e Luedji Luna, entre outros colaboradores.

A cantora informou que a turnê do álbum terá foco inicial no Brasil e seguirá um formato diferente de apresentações anteriores, com shows mais intimistas e repertório concentrado nas faixas do novo trabalho. O disco foi gravado no estúdio de sua residência no Rio de Janeiro, após um período em que a artista viveu no exterior.

Anitta também afirmou que o projeto reflete um momento de menor preocupação com resultados comerciais, como números de audiência ou alcance internacional. Segundo ela, o álbum representa um processo pessoal e criativo, sem direcionamento para fórmulas específicas de sucesso.