A REDAÇÃO
Gerardo Renault, pai da jornalista Ana Paula Renault, morreu aos 96 anos. A informação foi confirmada pela família durante a participação da mineira no Big Brother Brasil 26, programa no qual ela está confinada desde o início da edição.
Antes de entrar no reality, Ana Paula já havia mencionado o estado de saúde do pai, que enfrentava problemas relacionados à idade avançada. Segundo relatos feitos pela própria participante, a decisão de participar do programa foi avaliada com cautela, considerando a condição dele naquele momento. Ainda assim, ela afirmou ter recebido incentivo para seguir com o projeto.
Gerardo Renault (1929–2026) foi um advogado e político de Minas Gerais com atuação relevante durante o período da ditadura militar brasileira.
Ele construiu sua carreira parlamentar ligado a partidos de sustentação do regime, como a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e, posteriormente, o Partido Democrático Social (PDS). Foi deputado estadual entre 1967 e 1979 e deputado federal de 1979 a 1987.
Sua trajetória é marcada por episódios controversos, especialmente ligados à política indigenista. O nome de Renault apareceu em investigações associadas ao Relatório Figueiredo, documento que revelou violações graves contra povos indígenas no âmbito do antigo Serviço de Proteção ao Índio. Em sua atuação pública, chegou a defender o uso de força policial contra comunidades indígenas, o que reforça o caráter polêmico de sua passagem pela vida pública.
Durante a transição democrática, teve uma posição ambígua: votou a favor da emenda das Diretas Já em 1984, mas, no Colégio Eleitoral de 1985, apoiou Paulo Maluf — candidato associado à continuidade do regime — em vez de Tancredo Neves.
Gerardo Renault morreu em 19 de abril de 2026, aos 96 anos, em Belo Horizonte. A morte ganhou repercussão nacional porque ocorreu enquanto sua filha, a jornalista e ex-BBB Ana Paula Renault, participava do Big Brother Brasil 26.








