A REDAÇÃO
O empresário sul-coreano Bang Si-hyuk, fundador da Hybe e conhecido por ter criado o grupo BTS, é alvo de uma investigação que pode resultar em prisão preventiva no país. A Agência de Polícia Metropolitana de Seul solicitou ao Ministério Público um mandado de detenção contra o executivo, sob suspeita de fraude envolvendo investidores antes da abertura de capital da empresa.
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, o caso envolve possíveis violações das leis de mercado de capitais e ganhos considerados ilícitos que podem ultrapassar 100 milhões de dólares. A promotoria do Distrito Sul de Seul avalia se levará o pedido à Justiça, que deverá decidir sobre a eventual prisão em audiência.
As investigações se concentram em operações realizadas em 2019, antes da Hybe abrir capital na bolsa sul-coreana, em 2020. Segundo autoridades citadas por veículos internacionais, o empresário teria informado a investidores que não havia planos para uma oferta pública inicial, o que teria levado à venda de ações. Posteriormente, a empresa seguiu com o processo de IPO, e um fundo de private equity ligado a associados teria adquirido essas participações, com posterior repasse de parte dos lucros ao executivo.
As autoridades estimam que o esquema tenha gerado cerca de 200 bilhões de won, o equivalente a aproximadamente 129 milhões de dólares, em ganhos considerados irregulares. Desde o ano passado, Bang Si-hyuk está proibido de deixar a Coreia do Sul enquanto as investigações seguem em andamento.
Em nota, a defesa afirmou que o empresário cooperou com as autoridades durante todo o processo e criticou o pedido de detenção. A Hybe também sustenta que não houve irregularidades e que os procedimentos relacionados à abertura de capital seguiram as normas legais.
O caso ocorre em um momento relevante para a empresa, que passa por uma nova fase de crescimento impulsionada pelo retorno do BTS após o período de serviço militar obrigatório de seus integrantes. A companhia é uma das principais do setor de entretenimento sul-coreano e mantém operações internacionais, com presença consolidada em mercados como os Estados Unidos.
Pela legislação sul-coreana, crimes financeiros envolvendo valores elevados podem resultar em penas que variam de cinco anos de prisão até prisão perpétua, a depender da gravidade e da comprovação das acusações. O caso também reflete um movimento mais amplo das autoridades locais de reforço na fiscalização de práticas relacionadas ao mercado financeiro.





