Os três senadores que representam Goiás no Senado Federal votaram a favor da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Wilder Morais (PL), Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB) apoiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada em dois turnos na quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
A proposta estabelece a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República.
O resultado mostrou apoio unânime da bancada goiana à mudança nas regras trabalhistas, que ganhou destaque no debate político nacional e mobiliza trabalhadores, empresários e parlamentares de diferentes partidos.
Wilder Morais acompanha maioria do Senado
Filiado ao PL, partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Wilder Morais votou favoravelmente à proposta nos dois turnos. O posicionamento acompanha a maioria dos parlamentares da legenda que participaram da votação.
Flávio Bolsonaro, que havia feito críticas à proposta anteriormente, também votou a favor do texto. A decisão chamou atenção por ocorrer em meio à disputa eleitoral e ao debate sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho.
Apesar das preocupações levantadas por setores empresariais sobre os custos da mudança, a PEC avançou com ampla maioria no Senado.
Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru também apoiaram a proposta
Vanderlan Cardoso, do PSD, e Jorge Kajuru, do PSB, também registraram votos favoráveis nos dois turnos. Com isso, os três representantes de Goiás se alinharam à maioria dos senadores que defenderam a mudança.
A aprovação expressiva demonstra que o apoio ao fim da escala 6×1 ultrapassou divisões partidárias. Parlamentares da base do governo e da oposição votaram a favor da proposta, embora tenham apresentado diferentes argumentos sobre sua implementação e seus possíveis efeitos na economia.
O que muda com o fim da escala 6×1
Pelo texto aprovado, a jornada máxima semanal será reduzida de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, o limite passará de 44 para 42 horas. Depois de mais 12 meses, será estabelecido o teto de 40 horas semanais.
A proposta também prevê dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente com um deles aos domingos, sem redução dos salários dos trabalhadores.
A escala 6×1 é adotada em diferentes setores da economia, como comércio, serviços e atividades que exigem funcionamento contínuo. A mudança pretende ampliar o tempo de descanso e de convivência familiar, além de permitir que os trabalhadores tenham mais tempo para atividades pessoais e qualificação profissional.
Próximos passos
Com a aprovação nos dois turnos do Senado, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional, uma vez que o texto aprovado já passou pela Câmara dos Deputados.
A implementação das novas regras dependerá dos prazos previstos na emenda constitucional. Até que a mudança entre em vigor, permanecem válidos os limites atuais da jornada de trabalho.
O voto unânime dos senadores goianos coloca a bancada do estado entre as que apoiaram integralmente a proposta no plenário, em uma votação marcada pela adesão de parlamentares de diferentes correntes políticas.








