O deputado federal Gustavo Gayer, senador eleito pelo Partido Liberal (PL), deve assumir a presidência estadual da legenda em Goiás após o segundo turno das eleições de 2026. A mudança depende de uma decisão do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e ocorre em meio a uma disputa interna pelo comando da sigla no estado.

A possibilidade foi confirmada por um interlocutor do PL ao Mais Goiás nesta quarta-feira (14). Segundo a fonte, Gayer ganhou força política após conquistar uma das vagas no Senado com a maior votação do estado e passou a ser considerado o principal nome para liderar o partido em Goiás.

“Naturalmente, nosso grande líder hoje é o Gayer. Ele saiu com muita força do processo eleitoral”, afirmou o aliado.

A eventual mudança representa um revés para o senador Wilder Morais, atual presidente estadual do PL, que disputou o governo de Goiás e foi derrotado por Daniel Vilela (MDB), reeleito governador no primeiro turno.

Wilder Morais resiste à mudança

De acordo com o interlocutor ouvido pelo Mais Goiás, Wilder Morais demonstra resistência à possibilidade de deixar a presidência estadual da legenda. A definição, porém, deverá ser levada à direção nacional depois do segundo turno.

“Wilder está resistente, mas, após o segundo turno, a questão vai subir para o Valdemar. Após a eleição do Flávio Bolsonaro (PL), ele também deve entrar a favor do Gayer”, declarou a fonte.

A disputa pelo comando partidário se intensificou após o resultado das eleições estaduais. Enquanto Wilder busca permanecer à frente do PL goiano, integrantes da sigla defendem uma renovação na direção e apontam Gayer como o nome mais fortalecido politicamente.

O senador eleito recebeu 1.639.247 votos na disputa pelo Senado, superando Wilder Morais, que obteve 797.141 votos na eleição para o governo estadual.

Gayer ganhou espaço na campanha de Flávio Bolsonaro

Além do resultado eleitoral, a atuação de Gustavo Gayer na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro contribuiu para ampliar sua influência dentro do PL.

Segundo o interlocutor, o parlamentar tem desempenhado papel importante na estratégia digital do candidato à Presidência e foi responsável pela criação do chamado “Flaviômetro”, ferramenta utilizada para acompanhar o engajamento de parlamentares na campanha.

Gayer também anunciou que participará de uma mobilização nacional ao lado de Flávio Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) entre os dias 17 e 24 de outubro. A agenda prevê viagens por diferentes regiões do país, com atenção especial ao Nordeste e ao Sudeste.

A iniciativa busca ampliar a presença da campanha de Flávio nesses estados na reta final da disputa presidencial.

O grupo também deverá contar com a participação dos deputados Lucas Pavanato (PL-SP) e André Fernandes (PL-CE), que devem integrar as atividades de mobilização política.

Decisão depende da direção nacional

Apesar das articulações, a mudança no comando do PL em Goiás ainda depende de uma decisão formal da direção nacional. A expectativa relatada por integrantes do partido é de que a discussão avance após o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

A eventual chegada de Gayer à presidência estadual poderá redefinir a estratégia política da legenda em Goiás, incluindo as relações com o governo de Daniel Vilela e a preparação para as eleições municipais de 2028.

Por enquanto, o cenário permanece em negociação. A resistência de Wilder Morais e a necessidade de aval de Valdemar Costa Neto são fatores que ainda podem influenciar o desfecho da disputa interna.