Da Redação
Renata de Almeida Pedreira e Sousa deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará proibida de sair de casa durante o período noturno
A Justiça concedeu habeas corpus à dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, presa desde julho sob acusação de matar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Bastos, de 52 anos, em Goiânia. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (8), e a previsão é de que a investigada deixe a prisão ainda nesta semana.
O crime aconteceu na noite de 24 de julho, dentro de um apartamento localizado no Setor Bueno, na capital. Conforme apurado pela Polícia Civil, Delson Carlos foi atingido por várias facadas após uma discussão com Renata.
A dentista era amiga da vítima e proprietária do apartamento onde o jornalista estava morando. Segundo as investigações, o desentendimento teria ocorrido depois que Renata pediu que Delson deixasse o imóvel naquele mesmo dia. Antes da discussão, a dentista, a namorada dela e o jornalista teriam consumido bebidas alcoólicas juntos.
Prisão ocorreu após intervenção policial
Após o crime, equipes policiais foram acionadas para atender a ocorrência. Durante a intervenção, foi necessário arrombar a porta do apartamento. Renata estava com duas facas e precisou ser imobilizada pelos agentes com o uso de uma arma de choque. Ela acabou presa em flagrante.
Posteriormente, a dentista passou a responder criminalmente pela morte do jornalista. A defesa entrou com pedido de habeas corpus para que ela pudesse deixar a prisão enquanto o processo segue em andamento.
Justiça estabelece medidas cautelares
Ao analisar o pedido, a Justiça considerou argumentos apresentados pelos advogados de Renata, entre eles o fato de ela possuir residência fixa, bons antecedentes e não ter condenações anteriores. Com isso, foi autorizada a liberdade provisória.
A decisão, porém, estabelece medidas cautelares que deverão ser cumpridas pela dentista. Após deixar a unidade prisional, Renata deverá utilizar tornozeleira eletrônica e não poderá sair de casa durante o período noturno.
A concessão do habeas corpus permite que a acusada responda ao processo em liberdade, mas não representa absolvição nem encerra a ação penal relacionada à morte de Delson Carlos.







