Da Redação
Diego Fonseca Borges é acusado de feminicídio pela morte de Ielly Gabrielly Alves, de 23 anos; primeiro julgamento foi interrompido em dezembro de 2025
Diego Fonseca Borges, acusado de matar a namorada Ielly Gabrielly Alves, de 23 anos, será submetido novamente ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (27), no Fórum de Jataí, no sudoeste de Goiás. O crime aconteceu em novembro de 2023 e ganhou repercussão após a polícia encontrar no celular da vítima um vídeo que registrou os momentos que antecederam o disparo.
Diego responde por feminicídio e permanece preso enquanto aguarda o julgamento. Uma primeira tentativa de realização do júri ocorreu em dezembro de 2025, mas a sessão acabou suspensa após a defesa do acusado deixar o plenário antes da conclusão dos trabalhos.
Para o novo julgamento, os advogados de Diego afirmaram esperar que seja garantido o sigilo das votações dos jurados. Segundo a defesa, esse direito não teria sido devidamente preservado na sessão anterior. Os representantes do réu também defendem que a análise do caso seja realizada exclusivamente com base nas provas reunidas no processo.
Vítima gravou momentos antes de ser baleada
Ielly Gabrielly morreu após ser atingida por um tiro no peito enquanto estava com o namorado. No momento do crime, a jovem utilizava o celular para gravar Diego apontando uma arma em direção ao rosto dela.
Durante a gravação, o homem efetuou o disparo. A jovem ainda foi socorrida com vida e encaminhada para atendimento hospitalar, mas não resistiu ao ferimento.
Inicialmente, Diego apresentou aos policiais uma versão diferente sobre o que teria ocorrido. Ele afirmou que dois homens teriam passado pelo local em uma motocicleta e efetuado o disparo que atingiu a namorada.
A gravação encontrada no celular de Ielly, entretanto, contrariou a versão apresentada pelo namorado. As imagens mostravam Diego segurando a arma e apontando-a para a jovem antes do tiro.
Após a descoberta do vídeo, ele foi preso em flagrante e admitiu ter realizado o disparo. Em depoimento, afirmou que não teve intenção de matar a namorada e alegou acreditar que a arma estivesse descarregada.
Investigação apontou histórico de conflitos
Durante a investigação, a Polícia Civil também reuniu informações sobre o relacionamento entre Diego e Ielly. Conforme apurado, o casal possuía um histórico de discussões e a jovem teria sido ameaçada pelo namorado em outras ocasiões.
Uma amiga da vítima chegou a aconselhá-la a procurar a Justiça para solicitar uma medida protetiva. A recomendação ocorreu diante do comportamento atribuído ao acusado e das ameaças relatadas.
A investigação também apontou que Diego já possuía registros policiais relacionados à violência doméstica envolvendo uma ex-namorada.
O acusado está preso desde o crime e chega ao novo julgamento quase três anos depois da morte de Ielly.
Primeiro júri foi interrompido
O primeiro julgamento de Diego aconteceu em dezembro do ano passado, mas não chegou ao fim. Durante a sessão, a defesa abandonou o plenário, o que provocou a suspensão do júri.
Na ocasião, uma multa chegou a ser aplicada em razão da interrupção. Segundo a defesa do acusado, porém, a penalidade foi posteriormente revogada pelo Tribunal de Justiça, com parecer favorável do Ministério Público.
Em nota divulgada antes do novo julgamento, os advogados também ressaltaram que o vídeo registrado pela vítima possui áudio e defenderam que o conteúdo seja considerado de maneira integral.
A defesa argumenta ainda que Diego prestou socorro à namorada imediatamente após o disparo e destacou que Ielly chegou com vida à unidade hospitalar.
Agora, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir sobre a responsabilidade criminal de Diego pela morte da jovem.




