Da Redação
Goiás voltou a aparecer entre os estados com as temperaturas mais elevadas do Brasil. Na última segunda-feira (10), a Cidade de Goiás e São Miguel do Araguaia registraram máximas de 41,4°C e 41,1°C, respectivamente, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os números colocaram os dois municípios entre os locais mais quentes do país naquele dia.
O calor intenso também atingiu Goiânia. A capital registrou 38,3°C na segunda-feira, estabelecendo a maior temperatura já observada no mês de agosto desde o início da série histórica, em 1937.
A marca superou em 0,6°C o recorde anterior para agosto, de 37,7°C, registrado em 2011. O novo índice também ficou 1,3°C acima da segunda maior temperatura da série histórica para o mês, que havia sido de 37,5°C, em 2015.
Cidades goianas entre as mais quentes do país
A Cidade de Goiás, com 41,4°C, liderou as temperaturas registradas em território nacional na segunda-feira. São Miguel do Araguaia, com 41,1°C, também apareceu entre os municípios que ultrapassaram a marca dos 40°C.
O cenário é favorecido pelas características climáticas do mês de agosto, tradicionalmente marcado por tempo seco, baixa umidade e temperaturas elevadas em Goiás. A combinação de poucas nuvens, forte incidência solar e ausência de chuvas contribui para a elevação dos termômetros.
A previsão indica que o período de calor acima da média deve continuar nos próximos dias. Um novo episódio de aquecimento, conhecido como veranico, deve atingir áreas do interior do Brasil entre 12 e 19 de agosto, com possibilidade de temperaturas entre 40°C e 42°C em pontos de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e outros estados.
Recorde histórico em Goiânia
A temperatura de 38,3°C registrada na capital goiana representa um marco dentro da série histórica do Inmet para o mês de agosto.
Antes do novo recorde, a maior temperatura registrada em agosto havia sido de 37,7°C, em 2011. Em seguida, apareciam os 37,5°C registrados em 2015.
Outras temperaturas elevadas observadas no mês foram 37,3°C, em 2014 e 2025; 37,2°C, em 2023; 37,1°C, em 2020 e 2024; 36,9°C, em 2010 e 2017; 36,7°C, em 2016; 36,2°C, em 1985; e 36°C, em 1986.
O levantamento mostra que os episódios de calor extremo em agosto não são inéditos na capital, mas a marca registrada neste ano superou os principais registros anteriores.
Calor deve continuar nos próximos dias
A previsão meteorológica aponta para a continuidade das temperaturas elevadas no Centro-Oeste. A atuação de uma área de alta pressão atmosférica dificulta a formação de nuvens e reduz as condições para ocorrência de chuva, favorecendo a permanência do tempo seco e quente.
Segundo as previsões, Goiás poderá registrar temperaturas entre 40°C e 42°C em algumas áreas durante o novo período de calor. Goiânia também está entre as capitais com possibilidade de registrar novas máximas elevadas.
O cenário exige atenção especialmente por causa da combinação entre calor intenso e baixa umidade do ar, característica comum do período de estiagem no estado.
Possibilidade de chuva e queda nas temperaturas
Apesar da previsão de continuidade do calor, uma mudança nas condições atmosféricas pode ocorrer mais adiante no mês. Uma frente fria avançando pelo Sul e pelo Sudeste do país poderá influenciar o tempo em Goiás e favorecer a formação de áreas de instabilidade.
A expectativa é de que as regiões centro-sul do estado sejam as mais beneficiadas pela possibilidade de chuva. A chegada de umidade pode proporcionar uma redução temporária das temperaturas e aliviar o calor intenso.
No entanto, a mudança não deve representar o fim da estiagem. O avanço da frente fria poderá trazer períodos de chuva pontuais, mas o cenário de seca deve continuar predominando em boa parte do estado.
Enquanto isso, Goiás permanece sob influência de uma massa de ar quente e seco, com possibilidade de novos registros próximos ou superiores aos 40°C. A sequência de temperaturas extremas reforça o caráter excepcional do calor registrado neste mês de agosto.







