Da Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação para investigar um grupo suspeito de planejar ataques contra o Palácio do Planalto e outros prédios da Esplanada dos Ministérios durante o período das eleições de outubro. Ao todo, oito pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em cinco estados brasileiros.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam grupos públicos no aplicativo Telegram para trocar informações e discutir a execução dos ataques. Entre os materiais compartilhados estavam manuais para fabricação de explosivos artesanais, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios públicos localizados na região central de Brasília.
Segundo o coordenador de Inteligência da PCDF, delegado Maurílio Coelho, o grupo realizou um mapeamento detalhado da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios. Durante as conversas, os investigados chegaram a definir o Palácio do Planalto como o principal alvo de um eventual atentado, além de discutirem possíveis ações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
As apurações também apontam que os envolvidos discutiam estratégias para recrutar novos integrantes, formas de invasão dos prédios públicos e possíveis datas para colocar o plano em prática. A expectativa das autoridades é que a análise dos celulares, computadores e demais equipamentos eletrônicos apreendidos permita identificar o estágio do planejamento e verificar se havia condições concretas para a execução dos ataques.
Os mandados foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os investigados têm entre 19 e 31 anos, exercem diferentes profissões e um deles é seminarista ligado a um mosteiro em Pernambuco. Até o momento, não houve divulgação da identidade dos suspeitos.
De acordo com o Ministério da Justiça, a investigação teve início após um alerta produzido por órgãos de inteligência. A partir das informações, o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) identificou a atuação do grupo nas redes sociais e repassou o caso à Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal.
As investigações continuam e os suspeitos poderão responder por crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da apuração. O material apreendido será submetido à perícia para auxiliar na identificação de possíveis novos envolvidos e esclarecer a extensão do plano investigado.







