SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Cinco pessoas foram presas esta terça-feira (28) após uma investigação da Polícia Civil apontar que o empresário Hugo Gabriel Moll, 39, foi morto por engano após entrar em uma barbearia cerca de 10 segundos após o alvo de um ataque a tiros ter deixado o estabelecimento em Ponta Grossa, no Paraná.
Hugo foi ferido em 19 de junho em uma barbearia no bairro Cará-Cará. Um criminoso invadiu o estabelecimento e efetuou disparos de arma de fogo. O empresário foi atingido na cabeça e morreu no local. O proprietário da barbearia foi baleado no tórax e socorrido, mas sobreviveu.
Investigações indicaram que o empresário foi morto por engano. O delegado Luís Gustavo Timossi explicou que o verdadeiro alvo da ação criminosa era um homem investigado por envolvimento com o tráfico de drogas que havia saído da barbearia cerca de dez segundos antes da chegada da vítima. As diligências da polícia indicaram que o barbeiro teria sido baleado em uma tentativa dos criminosos de eliminar testemunhas.
Cinco pessoas foram presas hoje por suspeita de envolvimento no homicídio do empresário. As prisões foram realizadas em operação da Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar. Um homem de 34 anos foi apontado como o responsável por organizar o ataque, já outro, de 24, forneceu o apoio logístico e a arma utilizada no crime. Um terceiro suspeito, de 27, monitorou o alvo e conduziu o veículo utilizado na fuga. A Polícia Civil informou que a participação dos outros dois presos, de 19 e 25 anos, ainda será detalhada após a conclusão de diligências complementares.
Após os procedimentos necessários, os investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos presos porque os nomes deles não foram divulgados pela polícia. O espaço segue aberto para manifestação.
Vítima era empresário e construtor. Em nota após o assassinato, a Associação Paranaense de Construtores manifestou pesar pelo falecimento de Hugo e informou que ele contribuiu significativamente para o desenvolvimento urbano da região. “Ele deixa um histórico de dedicação ao setor da construção civil em Ponta Grossa.”



