SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O terremoto de 7,1 graus de magnitude que atingiu o sudoeste do Japão deixou ao menos 50 feridos até o momento. Há ainda relatos de pessoas presas sob escombros em um shopping que desabou em Kumamoto.

Pelo menos 50 pessoas foram hospitalizadas. Um pouco antes, a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que “várias pessoas ficaram feridas”.

Aeon Mall Kumamoto, shopping no município de Kashima, no Japão, teve parte do segundo andar desabada, com relatos de várias pessoas presas. A polícia disse que recebeu acionamento para algo que soou como uma “explosão”. O canal TBS, mencionando autoridades, diz que pode haver “número considerável” de mortos no local.

Ao menos 12 edifícios desabaram. Em quatro prédios havia pessoas presas, veiculou a emissora pública NHK -o que pode elevar o número de vítimas. A televisão japonesa mostrou vários prédios em chamas ou desabados, grandes rachaduras ao longe das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado.

Alerta de tsunami foi suspenso. A Agência Meteorológica Japonesa alertou inicialmente para ondas de até um metro de altura na costa, mas suspendeu a advertência pouco depois.

Mais de 45.000 residências e instalações estão sem energia elétrica no município de Kumamoto. A informação é da operadora Kyushu Electric Power.

Os impactos do tremor também atingiram o sistema de transporte. A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu diversos serviços, incluindo linhas do trem-bala Shinkansen, enquanto avaliações de segurança eram realizadas nos trilhos e estações.

A Autoridade Japonesa de Regulação Nuclear informou que não foi detectada nenhuma anomalia nas usinas nucleares da região. Após o terremoto, autoridades iniciaram verificações em infraestruturas estratégicas da região.