SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – João Gomes foi pai aos 21 anos e, assim que seu primeiro filho, Jorge, nasceu, em janeiro de 2024, ele fez o que se espera de qualquer homem em situação semelhante: reorganizou a agenda e a carreira para poder exercer a paternidade e não sobrecarregar a mãe do menino.
Ele não se gaba disso. Sabe que é normal, e sua família lhe deu esse exemplo. “Eu escolhi ser pai, e essa foi uma das decisões que mais me fizeram amadurecer como homem”, diz o cantor pernambucano, que no próximo dia 31 completa 24 anos. Ele afirma que decidiu morar no Recife para passar mais tempo com os filhos, levá-los à escola, viver a vida ao lado deles.
Revelado nacionalmente em 2021, com o sucesso da canção “Eu Tenho a Senha”, o cantor, que nesta sexta (24) foi diagnosticado com influenza e teve de cancelar shows, divide a rotina entre apresentações, campanhas publicitárias e a família. Ele e a esposa, Ary Mirelle, também são pais de Joaquim, que nasceu em setembro de 2025.
Hoje, João estrela a campanha de Dia dos Pais da Riachuelo com, perdão o clichê, “lugar de fala”. Em conversa com a reportagem, ele dá detalhes sobre a vida em família e a criação dos meninos.
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PERGUNTA – Você se tornou pai muito jovem e hoje tem dois filhos. O que representou para você a chegada das crianças?
JOÃO GOMES – Eu escolhi ser pai, e essa foi uma das decisões que mais me fizeram amadurecer como homem. Sempre trabalhei muito, mas sentia falta de viver aquele convívio familiar que tive na minha infância. Hoje, junto com a Ary, minha esposa, construímos com os meninos esse sentimento de família, de estar presente e viver cada momento ao lado deles.
P – A paternidade mudou a forma como você enxerga a vida e as prioridades da sua carreira?
JG – A paternidade mudou completamente minha cabeça e a forma como organizo minha agenda, tanto que decidi morar no Recife para facilitar minhas viagens e conseguir passar mais tempo em casa. Tudo o que faço hoje também é pensando nos meus filhos. É um sentimento muito bom de estar construindo um legado para eles.
P – Muita gente diz que ter filhos muda a forma de compor e de se apresentar ao público. A paternidade influenciou sua música ou a maneira como você encara o sucesso?
JG – Influenciou demais. Eu costumo dizer que existem três Joões: o João de antes de tudo isso acontecer, o João cantor, que vive os palcos e os projetos, e o João velhinho, que um dia vai estar só com a Ary e os filhos, aproveitando tudo o que construiu. A paternidade fez eu entender que o sucesso é importante, mas ele não é o destino final. O mais valioso é a família que você constrói ao longo do caminho e as lembranças que deixar.
P – Como você encontra o equilíbrio entre a vida pública e a vida de pai?
JG – Ainda é um desafio. Hoje minha carreira vai muito além dos shows. Também estou envolvido em projetos ligados à cultura, publicidade e outras iniciativas que ocupam bastante tempo. Eu entendo que essa fase é passageira e necessária. Estamos construindo coisas muito importantes para a música e para a cultura do nosso país.
Mesmo assim, já começamos a fazer algumas mudanças para que eu consiga estar mais presente com os meninos. Um exemplo é que boa parte das campanhas publicitárias agora é produzida no Recife. Assim, consigo passar mais tempo em casa e, por exemplo, levar e buscar Jorge na escola.
Além disso, essa mudança também fortalece uma ideia em que acredito muito: Recife já é uma potência no cinema e pode ser, cada vez mais, uma referência também na publicidade.
P – Você participa da campanha de Dia dos Pais da Riachuelo. Como foi levar sua própria vivência para esse projeto?
JG – É muito especial. Minha avó me levava para comprar roupa lá nas datas comemorativas. Nas peças que criam para mim, eles fazem questão de destacar o trabalho de bordadeiras, artesãos e de tantas pessoas que mantêm viva a tradição do feito à mão. Isso faz tudo ter ainda mais significado, porque conversa com a minha história e com aquilo em que acredito.



