SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Aurélio Buta, novo lateral-direito do São Paulo, afirmou que não pensou duas vezes quando soube da possibilidade de defender o time paulista. O defensor foi indicado pelo atacante e ídolo da seleção da Alemanha Mario Götze.
“Foi uma decisão fácil. Quando meus empresários e o Rafinha falaram da possibilidade de vir para o São Paulo, foi uma decisão fácil para mim. É um clube enorme”, disse Buta, durante apresentação como reforço do São Paulo.
A entrevista foi concedida nesta sexta-feira (24), no CT da Barra Funda. O executivo Rafinha abriu a entrevista dizendo que Buta recebeu boas indicações de Götze.
“Me entendia bem como ele [Mario Götze] no campo. É fácil jogar com jogadores como ele. Espero que tenha passado boas indicações”, afirmou.
Aurélio Buta chegou ao São Paulo sem custos de transferência após o término de seu contrato com o Eintracht Frankfurt, da Alemanha. O contrato firmado é válido por um ano e prevê, como o UOL revelou, uma cláusula de renovação automática por mais um ano caso o lateral atinja 70% das partidas do São Paulo, atuando por pelo menos 45 minutos em cada uma delas.
Natural de Angola e com cidadania portuguesa, Buta foi contratado para reforçar a lateral direita, setor que passava por reformulação após Cédric Soares ser colocado fora dos planos da comissão técnica. Além da posição de origem, o jogador também pode atuar como ala e até como zagueiro pelo lado direito, característica valorizada internamente por Dorival Júnior.
Revelado pelo Benfica, o defensor construiu praticamente toda a carreira no futebol europeu, com passagens por Royal Antwerp, da Bélgica, Eintracht Frankfurt, da Alemanha, Stade de Reims, da França, e FC Copenhagen, da Dinamarca, onde atuou por empréstimo na reta final da última temporada.
Mesmo com o transfer ban aplicado pela Fifa, o São Paulo conseguiu registrar o jogador porque toda a documentação necessária para a transferência internacional havia sido enviada logo na abertura da janela, antes da punição ser oficializada. A contratação fez parte da estratégia da diretoria interina de buscar reforços livres no mercado ou em operações de baixo impacto financeiro, ao lado de Victor Sá, Domingos Duarte e Newton.



