RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O PL oficializou a candidatura do deputado estadual Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (24), sem anunciar candidato a vice nem a chapa completa para o Senado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em São Paulo para a convenção nacional do partido que acontece neste sábado (25), falou por telefone com os correligionários.
“O nosso Rio de Janeiro hoje está sequestrado por narcoterroristas, pessoas que só pensam em projeto de poder. Não podemos permitir que haja um bunker do PT. Destruíram a cidade e não podem destruir o estado”, disse o pré-candidato a presidente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também falou por ligação. “Jair mandou dar um abraço para cada um e pediu para que vocês não desistam, porque ele não desistiu.”
A crise entre Flávio e Michelle, instalada quando a ex-primeira-dama afirmou em vídeo ter sido desrespeitada pelo senador, foi publicamente atenuada nesta quinta (23), após Flávio divulgar vídeo em que pediu desculpas a ela. Michelle respondeu em outro vídeo, aceitando as desculpas e indicando apoio ao enteado.
Em discurso após a confirmação do nome, Douglas Ruas, atual presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), disse que a população “não quer o candidato do PT no governo do Rio”. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) é o principal concorrente.
A indefinição de vice na pré-campanha bolsonarista fluminense é consequência do baque sofrido no último domingo (19), quando o então pré-candidato a vice, Rogério Lisboa (PP), anunciou saída da chapa.
O Progressistas segue na coligação, mas não indicou novo nome, e o PL chegou à convenção desta sexta com a lacuna a preencher.
Outra dúvida no PL fluminense envolve o Senado. O então cabeça da outra chapa, o ex-prefeito de Belford Roxo Marcio Canella (União), disse nesta sexta que manterá candidatura a senador, mas a campanha depende do desenrolar de investigações da PF (Polícia Federal).
A convenção confirmou a candidatura do senador Carlos Portinho (PL) na outra chapa.
Canella foi alvo este mês de operação que investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. Ele chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma, após um fuzil ter sido encontrado em seu carro. Canella ficou quatro dias preso e foi solto após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que cobrou explicações sobre a origem do fuzil.
Nesta sexta (24), Moraes revogou o uso de tornozeleira eletrônica por Canella.
“A gente faz política honrando a palavra e nós temos a palavra do Dr. Luizinho (PP) e do Antônio Rueda (presidente do União) de que a federação vai ficar conosco. Se a federação tomar outro caminho, a gente toma outro caminho”, afirmou o deputado Altineu Cortes (PL-RJ).
O plano do PL para o governo do estado tem derretido desde o ano passado, quando o principal cotado a concorrer, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), foi preso em dezembro sob acusação de vazar operações para suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho.
Outro plano interrompido foi a candidatura do ex-governador Cláudio Castro (PL) ao Senado. Castro desistiu, enfraquecido pela inelegibilidade determinada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na chapa para governador, o movimento de desembarque do Progressistas se deu conforme a tendência de neutralidade da legenda em nível nacional. O desembarque de Lisboa da candidatura de Ruas, contudo, já era esperado por parte da legenda.
Ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lisboa pouco apareceu a agendas públicas, e o presidente do diretório estadual, deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), não entrou na pré-campanha por ser próximo de Eduardo Paes.
O PL encabeça coligação no Rio com a federação União-PP, além dos partidos Agir, Avante e Mobiliza.
O ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos), pré-candidato a deputado por Minas Gerais, esteve na convenção. O ex-presidente da Câmara apoia Flávio Bolsonaro.



