SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quatro palestinos e um israelense morreram em episódio de violência envolvendo tiros na Cisjordânia ocupada por Israel nesta sexta-feira (24), segundo autoridades.

O Exército de Israel informou que enviou tropas para uma área a sudoeste da cidade palestina de Nablus após receber relatos de um suposto ataque contra civis israelenses que faziam uma trilha. Segundo os militares, um palestino tomou a arma de um agente de segurança local e atirou contra os israelenses.

Autoridades palestinas, por sua vez, afirmam que moradores da cidade de Tal foram atacados por civis israelenses. Segundo elas, quatro palestinos morreram e outros quatro ficaram feridos em disparos feitos por colonos e soldados israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência. Mais tarde, as Forças Armadas informaram que estão preparando “uma ampla operação antiterrorista ” na Cisjordânia devido ao episódio e que já havia começado a mobilizar forças para a área.

Israel fechou temporariamente os acessos a Nablus e à região de Tal, e tropas montaram barreiras nas estradas e iniciaram buscas pelos envolvidos no ataque.

Essam Saifi, líder local do partido palestino Fatah em Tal, disse à agência Reuters, por telefone, que cerca de 25 a 30 colonos judeus atacaram inicialmente a parte leste de Tal e tentaram invadir duas casas. Segundo ele, os moradores saíram para confrontá-los, e os colonos atiraram.

Cerca de meia hora depois, afirmou Saifi, os israelenses retornaram e atacaram a parte oeste da cidade, atingindo um menor de 18 anos com uma arma. A confusão aumentou e, segundo ele, soldados israelenses chegaram ao local e passaram a atirar junto com os colonos.

O episódio de violência ocorre cerca de um mês após o ministro das Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, anunciar a aprovação de mais de 2.000 casas para colonos judeus em três assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. O território é reconhecido pela comunidade internacional como sendo palestino, formando a base para um futuro Estado.

Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada.