SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em apenas uma semana, o Monte Fuji, no Japão, registrou duas mortes e um resgate de uma montanhista idosa que não conseguiu continuar a subida. Oficialmente, a época de escalada no local começou em 10 de julho.
Um turista suíço morreu após perder a consciência em uma cabana na montanha, na terça-feira. Ele fazia a trilha com o filho e desmaiou enquanto descansava perto de uma estação de parada.
Ele foi reanimado por equipes de socorro e levado a um hospital, mas morreu na unidade de saúde. A polícia disse que ele não apresentava ferimentos da caminhada e que a causa da perda de consciência ainda é investigada.
Antes do suíço, um homem japonês de 65 anos morreu em 17 de julho, após cair durante a subida pela trilha Fujinomiya. A polícia informou que ele integrava um grupo de turismo e bateu a cabeça na queda.
Equipes de emergência foram acionadas, mas o ferimento na cabeça foi fatal. O homem era da província de Nara e morreu no local, de acordo com o relato da Polícia de Shizuoka.
Após os casos, a polícia reforçou o pedido de cautela a quem tenta chegar ao cume. “A polícia está pedindo aos caminhantes que desçam da montanha sem se forçarem se estiverem preocupados com o clima ou com sua condição física, e que planejem caminhadas que estejam dentro de suas capacidades”, afirmou um porta-voz da Polícia de Shizuoka, em comunicado oficial.
RESGATE DE IDOSA AOS 99 ANOS NA MESMA TRILHA
Na manhã de 17 de julho, a polícia recebeu um pedido de socorro de uma mulher que caminhava com uma amiga de 99 anos. As duas estavam na trilha Fujinomiya quando a idosa, moradora da cidade de Iwaki (província de Fukushima), passou a sentir dores fortes na lombar e no quadril e não conseguiu continuar.
A idosa já havia caído no começo da caminhada e descansado em uma cabana durante a noite anterior. Segundo a polícia, ela retomou a trilha, mas ficou incapacitada de andar perto da sétima das dez estações e precisou ser evacuada por uma equipe de resgate.
Ela foi levada para um hospital próximo e recebeu atendimento, sem risco de morte. A polícia relatou que a escaladora havia iniciado a subida em 15 de julho, a partir da quinta estação, e passou duas noites em cabanas ao longo do percurso.



