RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Um vendaval seguido de forte chuva causou destelhamento de imóveis, queda de árvores e interrompeu o fluxo de veículos em algumas das principais vias de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). As aulas nas escolas da rede municipal foram suspensas e o principal hospital de emergência da região paralisou o recebimento de pacientes na manhã desta sexta-feira (24).
A tempestade com ventos de pelo menos 70 km/h, registrados na estação do aeroporto Leite Lopes, teve início por volta das 5h30 e, até as 7h, o Corpo de Bombeiros já tinha recebido 130 chamados, a maioria deles ligado à queda de árvores e galhos pelas vias da cidade. Não há até o momento registro de feridos.
Semáforos inoperantes na maior parte da cidade, falta de energia elétrica em algumas regiões devido à queda de galhos e árvores, instabilidade em sistemas de dados de celulares e o uso de gerador para manter um hospital em funcionamento são alguns dos reflexos da tempestade, que a prefeitura associou ao fenômeno climático El Niño.
No Hospital Santa Lydia, uma árvore caiu e bloqueou a rua de acesso à unidade hospitalar, que também foi invadido pela enxurrada. O local está operando com gerador de energia elétrica.
Já a unidade de emergência do HC (Hospital das Clínicas), vinculado à FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP (Universidade de São Paulo), sofreu interdição temporária para o recebimento de pacientes após ser “fortemente atingida” pelo vendaval, segundo balanço preliminar divulgado pela prefeitura.
Entre as vias com bloqueio para o tráfego de veículos estão a Nove de Julho, a Dom Pedro e a Francisco Junqueira, algumas das principais da cidade, que vive uma manhã de caos no trânsito.
Sem condições de funcionar devido a estragos, ao menos três escolas municipais suspenderam as aulas nesta sexta: Professor Salvador Marturano (Parque Ribeirão Preto), Professor Alfeu Luiz Gasparini (Angerami) e Professora Maria Ignêz Lopes Rossi (Jardim Manoel Penna).
Segundo a Prefeitura de Ribeirão Preto, as condições meteorológicas registradas são compatíveis com o comportamento climático associado ao El Niño, com chuvas irregulares, mas concentradas e de forte intensidade.
Num intervalo de somente 20 minutos, foram registrados 24 mm de chuva, volume classificado pela Defesa Civil de Ribeirão como muito forte. Até a madrugada desta sexta, a cidade tinha registrado somente 1 mm de precipitação pluviométrica em julho.
Equipes da Defesa Civil, da GCM (Guarda Civil Metropolitana), da RP Mobi (trânsito), Corpo de Bombeiros e secretarias municipais estão nas ruas em busca de desobstruir as vias e restabelecer os serviços essenciais.
Na avenida Antônio e Helena Zerrener, a estrutura de um centro de treinamento desabou. Já na avenida Caramuru, a fachada de um estabelecimento comercial desabou.
A Estre Ambiental informou que, em decorrência do temporal as coletas de resíduos domiciliares e seletiva sofrerão atrasos pontuais nesta sexta-feira, pela dificuldade de deslocamento de equipes e dos caminhões da operação pelas vias da cidade.



