SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em assembleia realizada nesta quinta-feira (23), o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro decidiu manter estado de greve após nova rodada de negociações entre rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro terminar sem acordo.
Durante a audiência, o sindicato decidiu seguir com o estado de greve e fazer negociações com cada empresa. Caso as propostas não sejam aceitas, o sindicato indicou que pode realizar paralisações pontuais.
A Rio Ônibus apresentou uma proposta de 5% de reajuste salarial e 6% na cesta básica, que não foi aceita pelo sindicato. A audiência desta quarta-feira (22) acabou rapidamente pela falta de acordo entre as partes.
Segundo o presidente do sindicato, Sebastião Leão, a categoria não tem pressa e a campanha apenas começou. Ele também afirmou que o próximo passo na greve foi justamente a mudança de estratégia.
As propostas serão discutidas em julgamento do dissídio pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). O órgão determinou um período de dez dias para que as duas partes apresentem suas ofertas.
Por conta da falta de acordo, o processo vai seguir normalmente. Tanto o sindicato quanto as empresas de ônibus vão apresentar suas defesas, e o Ministério Público vai poder se manifestar. O desembargador relator vai decidir sobre a legalidade ou não da greve.
O MPT (Ministério Público do Trabalho) realizou uma audiência sobre o tempo de placa, mas também não houve avanço. O presidente do sindicato acusou as empresas na audiência da semana passada (15) de fraudarem o tempo de placa ao descontarem os minutos da jornada de trabalho, e pediu o pagamento como hora extra desses 30 minutos, o que não foi acordado pelas empresas de ônibus.
Os rodoviários estão há 23 dias em estado de greve. O presidente do sindicato disse que a qualquer momento pode haver uma nova paralisação.
Durante a assembleia do dia 7 de julho, o sindicato decidiu seguir na proposta de reajuste de 12% em duas vezes, uma agora e outra em novembro, vale-alimentação de R$ 1.000 e manutenção do estado de greve. A proposta levantada pelos patrões era elevar o reajuste salarial de 4,39% para 4,5%, ou seja, 0,11% a mais, o que não foi aceito pelos motoristas.
Já a Rio Ônibus informou que houve desenvolvimento nas negociações. Em nota, a empresa diz esperar que a situação seja resolvida, afastando a possibilidade de uma nova greve dos rodoviários.
A paralisação do serviço durou de 29 de junho a 2 de julho. Apesar de a greve ter sido reconhecida, a Justiça determinou a circulação de pelo menos 50% da frota no período da greve.



