SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, 31, foi localizado pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (23) às margens do rio Cotia, na divisa das cidades de Jandira e Carapicuíba, na Grande São Paulo. Familiares acompanharam as buscas, que contaram com apoio da Polícia Militar.
Almeida estava desaparecido há uma semana. O cadáver foi encaminhado para uma unidade do Instituto Médico Legal onde passará por perícia antes de ser liberado para ser enterrado.
Três homens suspeitos pelo crime estão presos e a polícia procura um quarto, que está foragido.
Em entrevista coletiva na segunda-feira (20), o delegado Fabiano Barbeiro, titular do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, afirmou que a vítima foi atraída para uma emboscada, mantida em cárcere e obrigada a fazer transferências bancárias.
A polícia disse que Marcelo foi levado a uma área de mata, onde foi morto.
De acordo com o delegado Adalto Nogueira, responsável pelas investigações, Marcelo foi atraído por um amigo, identificado como Lucas Soares, para um imóvel usado por ele em Carapicuíba. Segundo a polícia, ele não apresentou advogado.
Ainda conforme a investigação, ao chegar ao local, o empresário foi rendido, amarrado e amordaçado por outros suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados. O grupo então teria obrigado a vítima a desbloquear o celular e realizar transferências via Pix de R$ 8.000. O iPhone e o carro dele também foram levados.
Na sequência, Marcelo foi colocado em seu próprio veículo e levado até uma área de mata próxima a um córrego.
Segundo a versão apresentada por um dos presos, a vítima foi conduzida ainda viva até o local, onde teria sido assassinada.
Conforme os delegados, manchas de sangue foram encontradas no imóvel onde Marcelo foi mantido. A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer o crime.
A motivação, segundo a investigação, vai além do dinheiro retirado das contas da vítima. De acordo com Adalto Nogueira, o amigo vinha recebendo ajuda financeira de Marcelo havia algum tempo e temia que ele denunciasse as cobranças às autoridades.
“A intenção principal não era apenas subtrair os R$ 8.000. A decisão de matá-lo já estava tomada. O dinheiro foi uma consequência daquela ação criminosa”, afirmou Barbeiro.



