SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O iFood pretende construir ao menos 18 novos pontos de apoio para entregadores até o final de 2026, chegando a 72 unidades do tipo em aos menos 20 cidades brasileiras. A iniciativa atende a algumas leis estaduais ou mesmo projetos de lei que preveem locais para descanso, carregamento de celular e alimentação.

A estrutura é aberta aos profissionais de todas as plataformas de entrega e não apenas aos cerca de 600 mil entregadores cadastrados no iFood, e, segundo a empresa, faz parte de uma meta traçada de ter um ponto de apoio a ao menos dez minutos de distância nas 20 principais capitais.

A unidade mais recente foi inaugurada em Porto Velho (RO). Em locais como São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), ABC Paulista, Piracicaba (SP) e Juiz de Fora (MG) já há unidades dentro da meta estabelecida, diz a empresa.

Os locais têm banheiros, água e tomadas para recarga de celulares. Em alguns deles, há ainda áreas de descanso, café, micro-ondas e wifi grátis. Em algumas unidades, campanhas de saúde, bem-estar e capacitação têm sido realizadas, além da distribuição de itens como capas de chuva, jaquetas, bags e camisetas com proteção UV.

Segundo Luana Ozemela, vice-presidente de impacto e sustentabilidade do iFood, os pontos de apoio foram criados a partir das demandas apresentadas pelos entregadores e fazem parte da estratégia da empresa para ampliar o conforto, a segurança e as condições de trabalho da categoria.

O aplicativo diz que já investe na iniciativa há quatro anos. Atualmente, mais de 2.000 profissionais utilizam os pontos de apoio todos os dias. Em 2025, a empresa informou ter investido R$ 744 milhões em ações voltadas aos entregadores, incluindo a expansão dessa rede e de hubs de apoio.

As demandas de entregadores envolviam ainda reajuste do valor pago por entrega, transparência nas regras e decisões do app e fim das demandas abusivas. Além disso, a categoria se divide entre os que querem uma regulação e os que são contra a lei.

RAPPI TEM PONTOS DE APOIO E DEFENSORIA DE ENTREGADORES NA COLÔMBIA

Na Colômbia, onde foi criado, o Rappi tem pontos de apoio em Bogotá e uma defensoria criada para resolver conflitos com os entregadores, chamados de “repartidores” ou “Rappitenderos”. A criação do modelo pesou a favor da empresa durante as discussões de regulação dos motoboys no país.

A defensoria do entregador é para resolver conflitos com os trabalhadores. Atende cerca de 2.000 por mês e 30% dos conflitos são resolvidos a favor deles. Há cerca de 70 mil entregadores cadastrados no país.

“Fizemos uma pesquisa, que demonstrou que [os entregadores] aprovavam o Rappi, mas não pensavam tão bem sobre a empresa. Reclamavam sobre relações humanas, que não tinha vínculo emocional”, afirma Matias Laks, gerente geral do Rappi na Colômbia.