Da Redação

O pré-candidato à reeleição ao Governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), deverá ter o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão entre os concorrentes ao Palácio das Esmeraldas nas eleições de 2026. As estimativas apontam que ele ocupará quase metade de cada bloco destinado aos candidatos ao governo.

Pelas projeções, Daniel Vilela contará com 4 minutos e 56 segundos em cada bloco de 10 minutos do horário eleitoral. Caso consiga o apoio do PDT, legenda que ainda não definiu seu posicionamento no estado, o tempo poderá subir para 5 minutos e 20 segundos. Atualmente, sua pré-candidatura reúne o apoio de União Brasil, PSD, PP, Republicanos, Podemos, Federação PRD/Solidariedade, Avante e Mobiliza.

O segundo maior tempo deverá ser destinado ao candidato do Partido dos Trabalhadores (PT). Se o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno confirmar a candidatura, ele terá 2 minutos e 8 segundos por bloco. Com uma eventual aliança com o PDT, esse espaço passaria para 2 minutos e 27 segundos. O grupo de apoio reúne as federações PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e também o PSB.

Na sequência aparece o senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao governo pela oposição. O parlamentar deverá contar com 2 minutos e 1 segundo em cada bloco de propaganda eleitoral. Além do PL, sua base de apoio é formada pelo Partido Novo.

Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) terá o menor tempo entre os principais pré-candidatos. A estimativa indica 34 segundos por bloco, podendo chegar a 52 segundos caso o PDT integre sua coligação.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão está prevista para começar em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro. As inserções serão exibidas às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois horários diários.

Como é feita a divisão do tempo

A distribuição do tempo de propaganda eleitoral segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral. Do total disponível, 90% são divididos proporcionalmente de acordo com o número de deputados federais eleitos por cada partido na última eleição para a Câmara dos Deputados. Os 10% restantes são distribuídos igualmente entre todos os candidatos ao cargo.

O cálculo considera ainda as mudanças ocorridas no sistema partidário desde as eleições de 2022. Entre elas estão a incorporação do PSC ao Podemos, a fusão entre Patriota e PTB, que originou o PRD, além da incorporação do Pros ao Solidariedade. Para as eleições de 2026, PRD e Solidariedade atuam juntos em uma federação partidária, o que também influencia o tempo destinado às coligações.