SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Há três anos, a ponte que liga os vilarejos de Palaiopyrgos e Alexandrini, na Grécia, desabou durante uma forte tempestade. Desde então, a estrutura permanece sem reparos, e muitos motoristas continuam se arriscando ao atravessar o trecho danificado.

A ponte Palaiopyrgos cruza o rio Pineios, na região de Larissa. Durante a tempestade Daniel, em setembro de 2023, um dos pilares cedeu, parte da estrutura afundou e a travessia foi oficialmente interditada devido ao risco de desabamento.

Apesar disso, a ponte nunca foi reconstruída. Três anos depois, ela segue praticamente nas mesmas condições em que ficou após o desastre.

Mesmo assim, carros, caminhonetes e até veículos agrícolas continuam utilizando a passagem diariamente. Imagens feitas por drones mostram motoristas atravessando lentamente a estrutura danificada, ignorando o risco de um novo colapso.

A situação fica ainda mais preocupante durante os períodos de chuva. Com a elevação do nível do rio Pineios, a água chega a cobrir parte da ponte. Ainda assim, alguns motoristas se arriscam a cruzar de carro, enquanto outros deixam os veículos em uma das margens e seguem o restante do trajeto a pé.

Os moradores reconhecem o perigo, mas afirmam que a alternativa é percorrer um desvio de 30 quilômetros. Isso dificulta principalmente a rotina dos agricultores, que precisam atravessar o rio diariamente para trabalhar.

“O que devemos fazer? Devemos dar a volta completa? Para onde devemos ir? Não há nada que possamos fazer. Brincamos com a morte todos os dias”, disse o morador de Larissa ao canal grego Skai.

Segundo o Skai, o contrato para a construção de uma nova ponte já foi assinado por um grupo de engenharia, mas as obras ainda não começaram. Até o momento, as autoridades gregas não divulgaram um cronograma para a reconstrução.

O deputado Kyriakos Velopoulos chegou a apresentar uma pergunta formal ao ministro da Infraestrutura e Transportes. Ele alertou que, caso outra tempestade semelhante à Daniel atinja a região, a ponte danificada poderá funcionar como uma barreira no rio Pineios, aumentando o risco de novas inundações nas comunidades vizinhas.

O presidente da cooperativa agrícola local, Thanos Hatzizogidis, também fez um apelo para que o governo acelere a obra. Segundo ele, caminhões, tratores e outros veículos pesados continuam utilizando a estrutura sem qualquer controle de tráfego, o que pode provocar uma tragédia.

A tempestade Daniel foi uma das piores catástrofes naturais da história recente da Grécia. As chuvas extremas devastaram cidades e aldeias, provocaram enchentes de grandes proporções e causaram cerca de US$ 2,14 bilhões em prejuízos. Ao todo, 17 pessoas morreram no país.