SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Arboleda voltou a ser titular do São Paulo na derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR, nesta quarta-feira, e ouviu vaias de parte da torcida durante o anúncio da escalação. A escolha de Dorival Júnior, porém, refletiu a falta de alternativas no setor.
RETORNO
A reportagem apurou que o equatoriano já era tratado internamente como titular natural para o retorno do Brasileirão diante da escassez de zagueiros. O cenário ficou ainda pior durante a partida: Rafael Toloi sentiu a parte posterior da coxa, deixou o gramado aos 21 minutos do primeiro tempo e será reavaliado pelo departamento médico nesta quinta-feira.
Caso a lesão seja confirmada, Dorival perderá mais uma peça para um setor que já vinha sendo tratado como prioridade absoluta pela diretoria nesta janela.
PROBLEMA PERSISTE
Como o UOL revelou antes da partida, Domingos Duarte já assinou contrato de duas temporadas com o São Paulo. O português, porém, segue impossibilitado de ser registrado por causa do transfer ban imposto pela Fifa.
A punição foi aplicada por uma dívida de cerca de 1 milhão de euros com a Lazio, referente à compra em definitivo de Marcos Antônio. A diretoria trabalha para quitar a pendência nos próximos dias e liberar a inscrição do defensor.
Até lá, no entanto, o Tricolor precisará se virar com o equatoriano e outros crias da base como Osorio, que substituiu Toloi.
A crise na zaga se agravou ao longo dos últimos meses. Matheus Doria rescindiu contrato, Alan Franco foi emprestado ao Tigres, Nahuel Ferraresi deve permanecer no Botafogo, Sabino segue em recuperação de lesão e, agora, Rafael Toloi passa a preocupar após deixar o gramado machucado.
Mesmo com Domingos Duarte contratado e Aurélio Buta podendo atuar pelo lado direito da defesa, o São Paulo mantém o mercado monitorado e não descarta buscar mais um zagueiro caso apareça uma oportunidade considerada interessante.
REVIRAVOLTA
Ainda sob a gestão de Rui Costa, Arboleda chegou a ser colocado na lista de negociáveis após retornar ao Equador e desaparecer por 30 dias.
Com a saída do executivo e a efetivação de Rafinha ao comando do futebol, o caso foi reavaliado. O defensor pediu desculpas internamente, foi reintegrado ao elenco e voltou a ganhar espaço com o aval de Dorival Júnior.



