SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, publicou nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), um vídeo feito com inteligência artificial em que aparecem diferentes versões dele, entre elas uma com a faixa presidencial.
O conteúdo reproduz a estética de um viral que circulou após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, sugerindo que Neymar deveria disputar a edição de 2030 do mundial.
No vídeo de Flávio, uma versão mais jovem do pré-candidato diz para uma atual ir em frente e conversar com ele criança.
O garoto questiona o adulto, que usa uma camiseta com os dizeres “#AnistiaJá” e “as crianças do futuro podem brincar na rua sem medo”. O senador então responde que as coisas podem ficar bastante complicadas, mas no final todas as famílias vão ficar bem.
“Eu só preciso que você responda a uma pergunta”, pergunta o presidenciável. “Você que eu continue tentando?”.
Neste momento, enquanto o menino responde sim, chega uma outra versão de Flávio, com a faixa de presidente.
O conceito é o mesmo do vídeo em referência a Neymar. No viral sobre o jogador de futebol, a sua versão de 2026 pergunta ao seu eu criança se deseja que tente mais uma vez vencer o título da Copa do Mundo, enquanto a de 2030 aparece com o troféu.
Não foi a primeira que o senador fez referência a Neymar nas redes sociais. Em meio à copa, Flávio publicou um vídeo, também gerado por inteligência artificial, em que busca o atacante com um caça militar e o leva para um dos jogos.
Foi uma resposta a uma fala de Lula (PT) em que o petista ironizou o jogador e o chamou de “primeiro convocado home office”.
Flávio passa por um momento turbulento na pré-campanha. Atrás de Lula nas pesquisas de intenção de voto, sem dar sinais de melhora, o senador acumulou rusgas com Michelle Bolsonaro, considerada um ativo entre os segmentos feminino e evangélico, e não conseguiu convencer políticos do centrão a apoiar seu nome.
Na última terça-feira (21), o presidenciável do PL espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas em um evento com diplomatas em Brasília, repetindo episódio semelhante do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que terminou declarado inelegível pelo caso e depois foi preso após ser condenado por trama golpista.



