Da Redação

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu reforçar seu esquema de segurança após relatar um aumento significativo no número de ameaças recebidas desde o início de junho. Entre as medidas adotadas está o uso permanente de colete à prova de balas durante compromissos públicos e eventos de campanha.

Segundo a equipe do parlamentar, um levantamento interno identificou mais de duas mil ameaças e manifestações de ódio direcionadas a Flávio Bolsonaro nas últimas semanas. Diante desse cenário, a coordenação da pré-campanha ampliou o efetivo responsável pela segurança do senador, intensificou o monitoramento de riscos e passou a utilizar novos equipamentos de proteção.

Além do colete balístico, o esquema de proteção foi reforçado com o aumento do número de agentes que acompanham o pré-candidato em deslocamentos e eventos públicos. A equipe também criou um centro de monitoramento para acompanhar, em tempo real, possíveis ameaças identificadas em redes sociais e outros meios digitais.

Flávio Bolsonaro afirmou que as medidas foram adotadas por precaução e lembrou o atentado sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha presidencial de 2018. Segundo o senador, a decisão não altera sua agenda eleitoral, que seguirá normalmente em todo o país.

De acordo com integrantes da pré-campanha, parte da escalada das ameaças estaria relacionada ao ambiente de polarização política vivido durante o período eleitoral. A equipe do senador afirma que os registros vêm sendo monitorados e, quando necessário, encaminhados às autoridades competentes para investigação.

Outro ponto destacado pela campanha é que Flávio Bolsonaro optou por não utilizar a estrutura de segurança oferecida pela Polícia Federal aos pré-candidatos à Presidência. Em vez disso, o parlamentar decidiu manter um esquema próprio de proteção, coordenado por profissionais contratados e agentes especializados.

Apesar do reforço na segurança, aliados afirmam que o senador continuará participando de agendas públicas, encontros com apoiadores e eventos de campanha previstos para os próximos meses. A orientação, porém, é que os protocolos de acesso aos locais sejam mais rígidos e que haja uma avaliação prévia de riscos antes de cada compromisso.

A adoção das novas medidas ocorre em meio ao início da corrida eleitoral para 2026 e amplia o debate sobre a segurança de candidatos durante o período de campanha, especialmente após episódios de violência política registrados nos últimos anos.