SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O futuro Mapa (Museu Aeroespacial Paulista), que está sendo instalado no Parque de Materiais Aeronáuticos, da Força Aérea Brasileira, na zona norte paulistana, recebeu na tarde desta quarta-feira (22) um avião que deve se tornar uma de suas principais estrelas: uma aeronave americana Grumman C-2A Greyhound.
O avião, de matrícula 162167, fez parte do acervo do National Naval Aviation Museum, instalado em uma base militar da Flórida, nos Estados Unidos. Ele pousou no aeroporto Campo de Marte, ao lado da estrutura da Força Aérea, pouco antes das 14h desta quarta.
O C-2A Greyhound é uma aeronave de transporte logístico desenvolvida para apoiar as operações dos porta-aviões da Marinha norte-americana, sendo empregada no transporte de pessoal, cargas, correspondência e componentes essenciais à manutenção das operações navais.
O avião pertence ao Esquadrão VRC-40 Rawhide. O modelo foi desativado pela Marinha americana no mês passado. Ele será substituído pelo Boeing-Bell CMV-22B Osprey para transporte de cargas.
A aeronave que foi doada para a Força Aérea Brasileira veio em maio para o Brasil a bordo do porta-aviões USS Nimitz. Durante um exercício de transporte de cargas em conjunto com a Marinha brasileira, o C-2A apresentou uma pane e ficou até esta quarta-feira no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Nesse período, aviões com técnicos dos Estados Unidos vieram ao Brasil para consertar a aeronave histórica.
Questionadas, nem a Embaixada dos EUA nem a Força Aérea Brasileira explicaram como foram as negociações para doação do avião.
Pelo menos uma dezena de fotógrafos acompanharam o pouso do C-2A no Campo de Marte.
Pilotado por norte-americanos, mas acompanhado por militares brasileiros, o avião arremeteu em sua primeira tentativa de pouso.
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HISTÓRIA
O Grumman C-2A Greyhound realizou seu primeiro voo em meados da década de 1960.
Sua missão era transportar cargas, passageiros, correspondências e peças de reposição entre bases em terra e porta-aviões em alto-mar.
Sua principal característica é a capacidade de decolar por catapulta e pousar com auxílio de cabos de retenção dos porta-aviões.
Ao longo de mais de cinco décadas, o C-2A foi um dos principais aviões de apoio logístico da Marinha dos EUA. Era capaz de transportar motores de caça, equipamentos críticos e até pacientes em missões de evacuação aeromédica.
Equipado com uma ampla porta traseira para carga e asas dobráveis (ele dobrou as asas pouco depois do pouso nesta quarta), o Greyhound participou de operações militares e missões humanitárias em vários países.
FUTURO MUSEU
Ainda em obras, o museu foi ativado no último dia 3. Ele deverá ser aberto ao público gradualmente em 2027.
Parte do acerto do museu companhia aérea TAM, em São Carlos (SP), está sendo transferidos para o futuro Museu Aeroespacial Paulista o contrato de comodato para disponibilidade de 80 aviões foi assindo em dezembro de 2024.
Com previsão inicial de contar com mais de 100 aeronaves, uma área de 100 mil m² e dez hangares temáticos, a FAB (Força Aérea Brasileira) estima que o Mapa será o quinto maior museu militar do mundo, apesar de o acervo contar com exemplares civis um dos aviões que deverá ser exposto é um Fokker 100, da TAM.
Se destacam o americano Vought F4U Corsair, a alemã Messerschmitt Bf 109 e o britânica Supermarine Spitfire, modelo da Força Aérea Real que aparece no filme “Dunkirk” (2017).
Todos eles foram caças utilizados durante a Segunda Guerra Mundial.
FICHA TÉCNICA
Grumman C-2A Greyhound
– Fabricante: Grumman Aerospace (atual Northrop Grumman)
– País de origem: Estados Unidos
– Função: Transporte logístico embarcado
– Primeiro voo: 18 de novembro de 1964
– Entrada em serviço: 1966
– Tripulação: 4 pessoas
– Capacidade: até 26 passageiros ou cerca de 4,5 toneladas (10.000 lb) de carga
– Comprimento: 17,3 m
– Envergadura: 24,6 m
– Altura: 5,3 m
– Peso máximo de decolagem: 26.082 kg
– Motorização: 2 motores turboélice
– Velocidade máxima: 635 km/h
– Velocidade de cruzeiro: 480 km/h
– Características: asas dobráveis, rampa traseira para carga, capacidade de operar em porta-aviões por meio de catapultas e cabos de parada.



