SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O produtor cearense Luiz Carlos Barreto, morto nesta quarta-feira (22) aos 98 anos, será homenageado no filme “Barreto em Transe”, como informou a Folha de S. Paulo em abril, quando foram iniciadas as filmagens do longa.
Dirigido por sua neta, a diretora Julia Barreto, o documentário abordará a vida e a carreira do produtor, diretor e fotógrafo que marcou o cinema nacional e colaborou com cineastas como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos e trabalhou em clássicos do cinema novo como “Vidas Secas” e filmes do período da retomada como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “O Quartilho”.
A cineasta afirmou que o longa é também um retrato da formação que recebeu do avô, a quem atribui ensinamentos sobre a importância da cultura para a identidade de um país.
O título, aliás, faz referência ao clássico “Terra em Transe”, longa de Glauber Rocha que Barretão, como era conhecido, produziu e fotografou.
Produzido pela Conspiração Filmes, “Barreto em Transe” reúne depoimentos de artistas como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Glória Pires, Marcos Palmeira, Walter Lima Jr., Andrucha Waddington, Sônia Braga, Dira Paes e Betty Faria.
Esses e outros rostos foram reunidos na residência da família Barreto para dar entrevistas e ver trechos de produções da LC Barreto, produtora que Barretão fundou junto da mulher, Lucy Barreto, há mais de sete décadas.
O documentário deve estrear em 2028, ano em que Barretão completaria 100 anos. Não há informações sobre possíveis mudanças na previsão de lançamento.



