SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu, nesta quarta-feira (22), o jornalista Carlos Bastos, aos 91 anos, por problemas cardíacos e renais. A informação foi confirmada pelo hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde o jornalista estava internado.
O gaúcho participou do lançamento do Jornal Nacional na TV Globo e se dedicou à cobertura política do Rio Grande do Sul. Nascido em 1934 em Passo Fundo, ele começou a carreira no jornal O Clarim, na capital gaúcha, em 1955.
Ao longo da carreira, Bastos acompanhou alguns dos principais acontecimentos da política brasileira, entre campanhas presidenciais e crises. Em 1961, esteve no Palácio Piratini durante a Campanha da Legalidade e testemunhou de perto o movimento liderado por Leonel Brizola. Também conviveu com outros importantes nomes da política nacional, entre eles Getúlio Vargas e João Goulart.
Ele ainda ocupou cargos de liderança como chefe de reportagem do jornal Zero Hora e da Rádio e TV Gaúcha. Foi em 1969 que integrou a equipe responsável pelo lançamento do Jornal Nacional, na TV Globo.
Bastos também foi superintendente de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e, posteriormente, secretário de Comunicação do governo gaúcho durante a gestão de Alceu Collares.
O jornalista deixa a esposa, Ana Maria Lopes de Almeida Bastos, quatro filhos e quatro netos.



