SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morto nesta quarta-feira, aos 98 anos, o produtor Luiz Carlos Barreto, o Barretão, criticou a condução do cinema sob os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, em entrevista ao jornal, em 2020.
Na conversa com o repórter Bruno B. Soraggi, publicada na coluna de Mônica Bergamo em janeiro daquele ano, ele disse que o então presidente estaria cometendo um “crime de lesa-pátria” contra o audiovisual brasileiro.
“O cinema é parte da indústria do entretenimento e do lazer. Isso é hoje um dos setores da economia mundial que mais cresce. O Brasil tem tudo para ser um dos líderes dele”, disse o produtor, um dos mais importantes do país e responsável por filmes como “Vidas Secas” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. “Isso não pode ser jogado fora. É um crime de lesa-pátria o que estão tentando fazer com o cinema brasileiro”, concluiu.
Na época, o presidente Jair Bolsonaro não renovou a lei de Cota de Tela, como acontecia desde 2001. “Um presidente que deixa de cumprir o que está na lei é crime de prevaricação”, criticou, ainda, Barreto. Além disso, a Agência Nacional do Cinema, a Ancine, enfrentava cortes de verbas por parte do governo federal.



