SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apoiadores de Deolane Bezerra se reuniram na noite desta terça-feira (21), na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir a liberdade da influenciadora, presa preventivamente desde maio.

Com cartazes, orações e palavras de ordem, os fãs participaram de um ato convocado pela mãe da advogada, Solange Bezerra, e por outros familiares, em mais uma mobilização pública em defesa da ex-Fazenda.

Embora tenha incentivado a manifestação, a família não compareceu ao local. Pelas redes sociais, Solange compartilhou imagens do protesto e agradeceu o apoio dos fãs. “Obrigada a todos. Não consegui ir, mas sintam-se abraçados”, escreveu em uma publicação no Instagram. As irmãs de Deolane também divulgaram registros do ato e explicaram o motivo da ausência.

“Estamos abaladas, não iríamos aguentar provocações. Estamos tentando preservar a nossa paz”, afirmou uma das irmãs da influenciadora em vídeo publicado nas redes sociais. Em outro registro, compartilhado pelo cabeleireiro Rogério Camargo, os manifestantes aparecem entoando o coro: “STJ, solta a Deolane”.

A manifestação ocorre três dias após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitar, por unanimidade, um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora.

Segundo o G1, a relatora do caso, desembargadora Renata Cantello, entendeu que os questionamentos apresentados pela defesa e pela OAB-SP representam apenas “meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna”, sem apontar ilegalidades capazes de justificar a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar.

Na decisão, a magistrada também destacou que Deolane está com a inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) suspensa desde que foi presa. Conforme a desembargadora, essa condição impede que a influenciadora tenha acesso às prerrogativas destinadas a advogados em atividade.

Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix. O Ministério Público a acusa de organização criminosa e lavagem de dinheiro, sob a suspeita de movimentar recursos para integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A influenciadora nega qualquer vínculo com a facção.