RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (21) 28 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, contra um grupo suspeito de desviar R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
Segundo a investigação, os suspeitos usavam advogados e servidores públicos para obstruir investigações e ter acesso a dados sigilosos.
A PF afirmou que o grupo “promovia subtração eletrônica de valores da Caixa”, sem detalhar como funcionava o esquema. A reportagem procurou a Caixa por email para saber se a instituição tomou conhecimento dos desvios e se apura possível participação de servidores, mas ainda não houve resposta.
A PF foi procurada com pedido de entrevista, mas não respondeu. O órgão não informou nomes dos alvos e, por isso, a reportagem não localizou as defesas.
Procurada por e-mail, a Caixa disse que colabora com órgãos de segurança em “investigações e operações que combatem fraudes e golpes”.
O banco público foi questionado pela reportagem se apura participação de servidores do órgão no esquema, se já identificou quantos clientes foram lesados e se o dinheiro desviado será ressarcido, mas não houve resposta.
“Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes”, disse a Caixa em nota.
“O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. Adicionalmente, a Caixa esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento”, afirmou o banco.
Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em um escritório de advocacia no centro do Rio de Janeiro. Também houve buscas em Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Niterói (RJ) e Cabo Frio (RJ), além de Indaiatuba (SP) e Salto (SP). Cento e vinte agentes foram às ruas, com apoio do Ministério Público Federal, que também participa das investigações.
Os suspeitos tinham suporte de contraventores para facilitar o contato com servidores públicos que participariam dos desvios, afirmam os investigadores. A contratação de advogados, também auxiliada por contraventores, tinha “finalidade de impedir eventual apuração do esquema criminoso”.




